Brasil participou de reunião sobre criptomoedas do FMI e Banco Mundial

Nova rodada de conversas internacional cita as criptomoedas, pressão por regulamentação mundial cresce.

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Bitcoin e Bandeira do Brasil - Brasileiros e criptomoedas (criptomoeda pública)
Bitcoin e Bandeira do Brasil - Reprodução/Flickr

O Brasil participou nesta semana de uma reunião que tinha em pauta a segurança das criptomoedas. A reunião foi promovida pelo FMI e Banco Mundial, além de contar com a participação do G20 e G24.

O tema das criptomoedas já é parte do cotidiano de autoridades pelo mundo. Após o choque do lançamento da criptomoeda do Facebook, principalmente, governos se mexem para lançar suas moedas digitais.

No Brasil, por exemplo, o Banco Central já deixou no ar a possibilidade de contar com a moeda em 2022. O chamado Real digital viria para integrar ao PIX, um sistema de pagamentos que está sendo implementado no país.

Todo o movimento, entretanto, também faz frente ao Bitcoin, que é a principal criptomoeda hoje. Com medo de perder o monopólio da impressão de dinheiro, governos correm contra o tempo para regulamentar globalmente a prática.

Para o FMI, Bitcoin é uma reserva de valor

O FMI acredita que o Bitcoin deva ser classificado de duas formas, como um criptoativo não financeiro e como um ativo produzido não financeiro.

De acordo com o FMI, ele passa a existir como o resultado de um processo de produção, com mão de obra, capital e outros fatores, assim como outros produtos produzidos dentro do país.

“Recomendamos a classificação do Bitcoin como um criptoativo mas em uma categoria distinta de objetos de valor. Porque esses ativos são semelhantes aos metais processados, que podem ser usados ​​como reserva de valor ou como permuta na compra de serviços e bens

Brasil participou de reunião do FMI e Banco Mundial, com a presença do Ministro Paulo Guedes

Na última semana vários países se reuniram, com encontros online, para discutir os avanços contra a pandemia do novo coronavírus. Em alguns dos encontros, o Brasil foi representado pelo Ministério da Economia, pelo Ministro Paulo Guedes e pelo Banco Central do Brasil.

Os encontros ainda acontecem de fato até o próximo domingo (18), com reuniões promovidas pelo FMI e Banco Mundial. O foco era o debate de questões econômicas e financeiras de interesse internacional.

“Participaram das discussões o ministro da Economia, Paulo Guedes; o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto; o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt; e o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais, Erivaldo Gomes”, afirmou comunicado do Ministério da Economia

As reuniões promovidas pelo FMI e Banco Mundial não tomaram parte de toda a agenda da semana. Isso porque, eventos alternativos, com setor privado ou mesmo bilaterais, também foram vistos.

Alguns países do G20 e G24 aproveitaram o espaço para debater assuntos de interesse mútuo.

Segurança das criptomoedas entrou em pauta

Apesar do foco ser a pandemia do novo coronavírus, os países discutiram sobre vários assuntos. Dentre eles, as criptomoedas entraram em pauta, um tema que toma tempo das autoridades.

Com uma pressão internacional para regulamentar o setor em 2020, vários governos tentam criminalizar as criptomoedas. Alguns até já emitiram alerta para ataques hackers que pedem criptomoedas, como os famosos ransomwares, por exemplo.

Dessa forma, os países que participaram das reuniões puderam discutir sobre a segurança das criptomoedas. Vale o destaque que a emissão de criptomoedas independe de governos, que temem perder o controle do setor, em uma eventual separação do estado e dinheiro.

Além disso, foram discutidos os meios de pagamentos transfronteiriços e o papel das empresas de tecnologia no sistema financeiro. As chamadas fintechs também tem sido alvo de regulamentações de vários países, alguns até acusados de sufocar inovações.

De qualquer maneira, o GaFi pede que os países regulamentem o setor o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, bancos centrais correm para lançar suas próprias moedas. O FMI recentemente chegou a reconhecer que o Bitcoin é a evolução do dinheiro.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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