Campanha com criptomoedas para libertar fundador da Wikileaks é suspeita de golpe

Cuidado com golpes no mercado se passando por projetos corretos.

Caso de extradição de Julian Assange contra EUA
Caso de extradição de Julian Assange contra EUA

Um novo projeto para libertar o fundador da Wikileaks, Julian Assange, é suspeito de ser um golpe atuando no mercado de criptomoedas. Assange é um defensor dos ideais de liberdade e autor do livro “Cypherpunks: Liberdade e o futuro da internet”.

Como uma medida adotada por ele, foi criado então o site Wikileaks, que vaza com frequência informações associadas a autoridades, empresas e governos.

Em um desses vazamentos, em 2012, ele foi acusado de espionagem, crimes cibernéticos e foi caçado pelos Estados Unidos. Em sua fuga, acabou se refugiando na Embaixada do Equador em Londres.

Contudo, o presidente do Equador deu permissão para autoridades inglesas prenderem Assange em abril de 2019, e desde então ele vive com o medo da extradição aos Estados Unidos.

Nos últimos dias, contudo, foi revelado que uma DAO está arrecadando criptomoedas para ajudar a pagar os custos para que Assange seja libertado, já arrecadando US$ 50 milhões em uma venda de um NFT chamado Clock.

Em Ethereum, foram arrecadados 16.593 ETH que equivalem R$ 282.424.439,00, e agora serão encaminhados para a fundação que apoia a defesa dele.

Com sucesso das doações para uma causa interessante, golpista se apropriaram do nome AssangeDAO para criar uma fraude.

Novo projeto para liberar Julian Assange é golpe

Até o criador do Ethereum, Vitalik Buterin enviou dinheiro para o projeto legítimo de apoio a Assange, que corre pela rede como uma DAO.

No entanto, a empresa de cybersegurança PeckShield alertou para um novo AssangeDAO que surgiu na rede Binance Smart Chain, tratado como um “honey pot“, ou emboscada.

Segundo a investigação, a empresa acredita que a emboscada feita pelos criadores do falso projeto para liberar Julian Assange envolve uma taxa de venda de 100%. Ou seja, após adquirir o token, o comprador não mais consegue vender, visto que o contrato inteligente trava a ação.

“O imposto sobre vendas é de 100%. Chegou ao nosso conhecimento que existe um token falso e MEME. Sempre DYOR e tenha cuidado com os golpes.”

Esse novo token mostra que, mesmo quando a intenção é legítima, como a de doar para libertação de um homem preso por motivos obscuros, a comunidade pode cair em um golpe.

O próprio cenário de DAOs ainda é novo para muitos, ou seja, é importante pesquisar se o token em que se está envolvendo é legítimo ou não, visto que pode ser apenas mais um golpe no mercado. O AssangeDAO já havia alertado contra fraudes na última quarta-feira (9), ao revelar seu contrato correto para interações da comunidade.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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