Carne Premium Gaúcha terá registro em blockchain

Novas regras visam dar melhor rastreabilidade e transparência a produção no estado.

Carne assada de boa qualidade
Carne assada de boa qualidade

Toda a carne premium gaúcha que for produzida no Rio Grande do Sul agora deve ser validada em blockchain. A nova medida deve afetar toda a produção de carnes do estado mais ao sul do país, onde a cultura do churrasco é uma das mais famosas no Brasil.

No estado do Rio Grande do Sul estão grandes empresas de produção de carne premium. O movimento já fez surgira um clube de assinatura, com clientes em busca de saborear alimentos de qualidade superior.

Para uma carne bovina ser considerada “premium” ela deve ter obrigatoriamente no mínimo 50% de sua genética europeia, em raças como Angus ou Habeerden Angus.

Desde 2019, a Frigol começou a rastrear sua produção por meio da blockchain. A implementação foi realizada pela empresa JBS, que já faz seu controle de gados por meio dessa tecnologia há alguns anos, após polêmicas com supostos “gados cruzados”.

Carne Premium Gaúcha deve ser rastreada com blockchain, decide governo do estado

Por meio da Secretaria da Inovação, Ciência e Tecnologia, o Estado do Rio Grande do Sul divulgou nesta sexta-feira (15) o Regulamento e Reconhecimento da Carne Premium Gaúcha, que tem novas regras.

Para garantir que a carne tenha boa qualidade, foram definidos sete princípios a serem seguidos pelos produtores, que são: Bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, segurança do alimento, rastreabilidade e a transparência, eficiência do sistema produtivo por meio da tecnologia, respeito da cultura gaúcha e predominância de raças taurinas de corte.

Para trabalhar com carnes premium, os produtores deverão buscar reconhecimento perante os órgãos estaduais. Após isso, será dado o prazo de até 24 meses para “o produtor e a unidade de industrialização deverão implementar sistema de blockchain para rastreabilidade individual do produto em todas as etapas de produção“.

Ou seja, a tecnologia blockchain é fundamental para o reconhecimento de uma carne bovina de qualidade superior, com garantias para que o processo seja o mais rastreável e transparente possível.

Quando um registro é guardado em blockchain, vale lembrar, este é armazenado em uma estrutura para sempre, sendo impossível alterar os dados armazenados. Por conta dessa característica, essa tecnologia tem sido considerada desde a criação do Bitcoin um exemplo no gerenciamento de dados.

Estado já vinha estudando uso dessa tecnologia

Como antecipado pelo Livecoins, o Rio Grande do Sul já vinha estudando o uso da tecnologia blockchain em seu sistema de políticas públicas. Dessa forma, a nova exigência para carne premium gaúcha mostra que o governo local partiu para a prática.

O Brasil já reconhece o uso de blockchain desde 2020, quando um decreto do Governo Federal instituiu essa como uma tecnologia vital para a evolução digital do país.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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