Catar bane corretoras de Bitcoin do país

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A tensão no Oriente Médio tem sido vivida pela população do Irã em meio ao imbróglio com os EUA. Além disso, a população do Catar também tem um problema, ao ver que o governo bane as corretoras de Bitcoin do país.

Ainda que o banimento não afete as operações entre pessoas, pode dificultar o acesso à moeda digital, uma vez que as corretoras fornecem liquidez ao mercado. A informação foi compartilhada pelo Banco Central do Catar.

Certamente o fato é interessante, visto que o país se prepara para receber a Copa do Mundo em 2022. Com este evento na mira, o país tem tido uma grande abertura para novas tecnologias, inclusive de meios de pagamentos.

Mesmo assim, o Bitcoin é proibido no Catar desde 2018, de acordo com informações do jornal local The Peninsula. Os bancos deveriam dificultar o acesso às criptomoedas, sob pressão de retaliação caso descumprissem a circular.

Com pressão do Banco Central do Catar, país bane corretoras de Bitcoin

O mundo islâmico se vê em meio a outra polêmica, desta vez no Catar, país com 2,5 milhões de pessoas. País que será sede da próxima Copa do Mundo de Futebol, em 2022, certamente tem atraído investimentos e modificado sua estrutura tecnológica.

De fato, chamou a atenção da comunidade de criptomoedas uma nota que foi liberada no último dia 26 de dezembro pelo BC do país. Nela, ficam proibidos serviços de trade e custódia de criptomoedas. Ou seja, a medida visa acabar com as corretoras de Bitcoin do Catar, que bane as operações do território.

Desde 2018, o acesso ao Bitcoin já era complicado com uma circular do Banco Central colocando pressão sobre bancos. Contudo, a nova medida endurece ainda mais o cenário para os interessados em criptomoedas no país.

Mesmo proibindo a criptomoeda, o Catar terá dificuldades em retirar totalmente o comércio da moeda das mãos das pessoas. Como o Bitcoin é uma moeda digital, que funciona com acesso à internet, quem ainda tiver interesse nesta continuará negociando a mesma.

Nota foi emitida pela capital do Catar, Doha

A capital do país, Doha, já sente os efeitos do evento que reunirá os grandes nomes do futebol em 2022. Como testes, tem recebido grandes eventos, como o Mundial de Clubes que teve partida entre o Flamengo e Liverpool em dezembro de 2019.

Os investimentos em tecnologia na capital tem estado em alta e, é por isso, que a falta de tolerância com as criptomoedas chamaram atenção. De acordo com o Qatar Financial Centre, o banimento está ativo até segundo ordem.

Em todo o território que possui regulamentação fornecida por essa autoridade, não poderá haver corretoras de Bitcoin. O Banco Central afirma que violações desta normativa serão enquadradas na Lei QFC nº 7 de 2005. Esta lei rege as normas de companhias financeiras estabelecidas no Catar.

Ainda sim, o banimento não causou impacto nos preços do Bitcoin, que inclusive seguem aumentando e ultrapassou a marca psicológica de U$ 8 mil, no último dia 7. Um dos motivos poderia ter sido o ataque do Irã as bases dos EUA no Afeganistão. Em resumo, ainda que um país do Oriente Médio esteja disposto a banir os ativos digitais, a população de seus vizinhos busca estes como uma forma de reserva de valor em casos de guerra.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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