Por que o CEO do JP Morgan está mentindo sobre o Bitcoin?

Jamie diz que o Bitcoin somente acompanhou uma onda favorável causada pela reação dos governos ao Covid, que também inflou ativos tradicionais.

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Em entrevista ao The Times of India, o todo-poderoso do JP Morgan, o maior banco dos EUA, falou que não dá importância para o Bitcoin, e que segue sem saber se o ativo é ou não uma moeda.

Em seguida, Jamie Dimon afirma que não pretende comprar Bitcoin, mas que pode atingir 400 mil dólares em 5 anos. Em resumo, afirmou que o Bitcoin é uma “bolha” especulativa, acompanhando uma alta generalizada de ativos tradicionais.

Onde está o furo nesta tese?

Primeiramente, é leviano argumentar que Bitcoin não é uma moeda, quando El Salvador, um país, já a utiliza como uma das moedas oficiais. De qualquer forma, independente de ser moeda, commodity (ouro digital), ou uma “rede social” para transferências, é um ativo estabelecido.

Existem contratos futuros com liquidez na CME, a maior bolsa de derivativos do mundo, empresas tradicionais alocando bilhões em seus balanços, além de milhões de pessoas utilizando diariamente para transferências e reserva de valor. Em suma, ser uma moeda não é algo que deveria guiar a decisão de investimento de alguém. Afinal, o que é o ouro?

JP Morgan não dá importância para o Bitcoin?

Em agosto de 2021 o banco pediu autorização para lançar fundos passivos de Bitcoin para seus clientes, em parceria com a NYDIG. Ok, é bem diferente do banco comprar a criptomoeda para seu balanço, mas sinaliza que vê crescimento no mercado, e demanda por parte dos clientes.

Se era bolha em 2017, como pode ser bolha em 2021?

Em setembro de 2017, Jamie Dimon disse que o Bitcoin era uma fraude, e que isso não acabaria bem. O presidente do banco norte-americano acrescentou que “não era algo real, e eventualmente seria terminado.”

Curiosamente, Jamie afirmou que sua filha havia comprado, e ela se achava uma gênia por conta da alta do preço. Bom, o final da história nós sabemos: o Bitcoin hoje está 10x acima dos 4 mil dólares daquela época.

Não existe “bolha” se tudo está inflado

A última mentira é uma lógica sem sentido. Jamie diz que o Bitcoin somente acompanhou uma onda favorável causada pela reação dos governos ao Covid, que também inflou ativos tradicionais.

Se haviam 20 trilhões de dólares (equivalente) emitido pelos Bancos Centrais, e hoje são 30 trilhões, é natural que o preço dos ativos aumente em 50%. Recomendo o excelente relatório da Yardeni Research para estes dados.

Ou seja, se o ativo é dos outros, é “bolha”, o dele, no caso ações de empresas e imóveis nos EUA, tiveram uma alta justificada. Entende como Jamie utiliza 2 pesos e 2 medidas? Enfim, o Bitcoin está barato, pois sua adoção está abaixo de 10%, logo ainda há muito espaço para crescer.

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.
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