Cliente processa Wemake Digital

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Um cliente da WEmake Digital entrou com uma ação contra a empresa nesta quarta-feira (19). Ela está reivindicando a devolução dos valores que investiu em critpomoedas da companhia. De acordo com a mulher, no total foram realizados dois investimentos, sendo um de R$ 6.004,80 e outro de R$ 925,74. Conforme suas considerações para a justiça, ela não recebeu o retorno de seus investimentos, situação agravada pelo fechamento da empresa.

A cliente afirmou que após ouvir notícias sobre a Wemake digital ser responsável por um esquema de pirâmide contra seus clientes, deparou-se com a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de restringir as atividades da empresa. Assim, a companhia ficou proibida de continuar suas transações de criptomoedas sem a autorização do órgão, o que a levou a encerrar as suas atividades de forma definitiva. Porém, ao que tudo indica esta ação trouxe alguns prejuízos para ela.

A vítima afirma que a companhia fechou sem devolver as quantias investidas por ela, assim como fez com vários outros investidores. Isto a motivou a entrar com um processo para reaver os valores, acusando a Wemake de usar a decisão da CVM para aplicar o golpe em seus clientes. O processo foi registrado pelo juiz Francisco Carlos Inouye Shintate.

O histórico problemático da Wemake

Os problemas da empresa tiveram início em outubro do ano passado, devido a decisão da CVM. Porém, já em maio de 2019 a companhia estava apresentando problemas, época em que vários clientes começaram a alegar que não estavam conseguindo realizar saques de investimentos. O fato estava acontecendo em duas plataformas da Wemake, a NegocieCoins e a TemBtc. Nos meses seguintes, ela foi alvo de diversos mandatos de busca e apreensão.

Na época a empresa se defendeu afirmando que foi vítima de uma ação criminosa responsável por roubar 50 milhões de reais. A companhia afirmou que alguns clientes aproveitaram-se de brechas em sua segurança para realizar saques indevidos. Pouco tempo depois deste fato, a Wemake acabou encerrando suas atividades. Porém, além de Miriam, outras pessoas afirmaram terem sido lesadas sem a devolução dos valores que investiram.

Como resultado da ação da justiça, houve o arresto dos bens e imóveis da Wemake, que agora enfrenta mais este processo de indenização por parte de Miriam. Em suas acusações, a vítima ressalta que houve descumprimento de cláusulas contratuais por parte da empresa. Agora o caso será julgado pela Justiça de São Paulo, que avaliará a validade do pedido da vítima.

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Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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