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Com mais de seis milhões de carteiras distribuídas, suíça Tangem amplia aposta no mercado brasileiro

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A Tangem, empresa suíça especializada em soluções de autocustódia de criptoativos, amplia sua atuação no mercado brasileiro com a proposta de tornar o armazenamento e o uso de ativos digitais mais simples para diferentes perfis de usuários.

Fundada em 2017, a companhia já colocou em circulação mais de 6 milhões de carteiras e vem expandindo seu portfólio para além das tradicionais hardware wallets.

No Brasil, a empresa participou, nos dias 12 e 13 de agosto, do Blockchain.RIO 2026, onde apresentou suas soluções ao público e realizou a distribuição de carteiras durante o evento.

O país integra a estratégia de crescimento da companhia na América Latina, em um momento em que a Tangem busca ampliar o acesso à autocustódia por meio de dispositivos que dispensam cabos, bateria e procedimentos técnicos mais complexos.

A principal ideia da Tangem é democratizar a autocustódia, tornando-a mais acessível, simples de usar e até mesmo divertida“, afirma Matheus Slivak, Regional Growth Manager LATAM da Tangem.

A principal solução da companhia é a Tangem Wallet, uma hardware wallet em formato semelhante a um cartão bancário que se comunica com smartphones por NFC.

Ao aproximar o cartão do celular, o usuário pode autorizar operações realizadas pelo Tangem App, enquanto a chave privada necessária para movimentar os ativos permanece protegida pelo hardware.

Na prática, a combinação entre o dispositivo físico e o aplicativo permite armazenar, enviar, receber, comprar e trocar criptoativos. Atualmente, as soluções da companhia oferecem suporte a mais de 90 blockchains e 16 mil tokens.

A proposta é reduzir a distância entre a segurança associada às hardware wallets e a experiência encontrada em aplicativos financeiros tradicionais.

A Tangem concentra a interface no smartphone e utiliza o hardware para proteger e autorizar o acesso aos ativos.

Cartão, anel e aplicativo: como funciona o ecossistema Tangem

O portfólio da companhia vem sendo ampliado para atender diferentes situações de uso. Além da carteira em formato de cartão, a Tangem desenvolveu uma versão vestível da hardware wallet e vem integrando novas funcionalidades ao seu aplicativo.

A Tangem Wallet é comercializada em conjuntos com dois ou três cartões. Durante a configuração, os dispositivos adicionais podem funcionar como backups de acesso à mesma carteira.

Dessa forma, caso um dos cartões seja perdido ou danificado, o usuário pode continuar acessando seus ativos com outro dispositivo do conjunto.

A companhia permite configurar a carteira com ou sem uma seed phrase. No modelo sem frase de recuperação, a chave privada é gerada pelo chip e transferida de maneira criptografada para os cartões de backup durante a configuração.

Já usuários que preferem o modelo tradicional podem optar pela utilização de uma seed phrase.

Outra solução é o Tangem Ring, que leva a mesma proposta para uma hardware wallet em formato de anel.

O dispositivo utiliza NFC, não necessita de bateria ou carregamento e pode ser utilizado aproximando-o do smartphone. O conjunto inclui o anel e dois cartões de backup, que dão acesso à mesma carteira.

Já o Tangem App funciona como a camada de software do ecossistema. Por meio dele, o usuário pode acompanhar seu portfólio, enviar e receber ativos, realizar swaps, comprar criptomoedas por meio de serviços integrados, acessar aplicações descentralizadas e conectar-se a diferentes serviços Web3, mantendo as chaves privadas sob sua própria custódia.

A companhia também desenvolveu o Tangem Pay, solução voltada à utilização de ativos digitais em pagamentos cotidianos.

O serviço conecta a Tangem Wallet a uma conta de pagamento que pode ser abastecida com USDC e utilizada por meio de um cartão Visa.

A proposta é permitir que ativos mantidos em autocustódia também possam ser utilizados em compras, respeitando os critérios de disponibilidade geográfica, elegibilidade e identificação do serviço.

Com isso, a Tangem busca construir um ecossistema que acompanhe diferentes etapas da utilização dos ativos digitais: armazenar, movimentar, trocar, acessar aplicações descentralizadas e utilizar cripto em situações cotidianas“, diz Matheus.

Autocustódia sem abrir mão da usabilidade

A autocustódia se diferencia dos modelos oferecidos por exchanges e outras plataformas centralizadas porque o próprio usuário mantém o controle das chaves privadas necessárias para movimentar seus ativos. Isso elimina a necessidade de confiar a chave a um custodiante, mas também transfere ao usuário a responsabilidade de proteger seu acesso.

É justamente nessa experiência que a Tangem concentra parte de sua estratégia. A carteira pode ser configurada em poucos minutos pelo aplicativo e as transações são autorizadas aproximando o dispositivo do smartphone e inserindo o código de acesso ou utilizando os mecanismos de autenticação disponíveis.

A Tangem mantém ainda o código-fonte de seu aplicativo disponível e auditável publicamente, permitindo que desenvolvedores e pesquisadores analisem seu funcionamento.

Segurança baseada em hardware

A proteção das chaves privadas é realizada por um elemento seguro certificado CC EAL6+. As chaves são geradas e armazenadas dentro do chip e não precisam ser expostas ao smartphone para que uma transação seja autorizada.

O firmware da solução passou por auditorias independentes de segurança realizadas pela Kudelski Security e pela Riscure. Segundo a companhia, desde o lançamento da tecnologia, em 2017, não foram registrados comprometimentos bem-sucedidos de suas carteiras decorrentes da arquitetura de hardware.

Os dispositivos também foram desenvolvidos para resistir ao uso cotidiano e a diferentes condições físicas. As carteiras possuem proteção contra água e poeira e não dependem de bateria, carregamento ou componentes mecânicos para funcionar.

A companhia oferece ainda garantia limitada de hardware de 25 anos para seus dispositivos.

Sobre a Tangem

Fundada em 2017 e sediada em Zug, na Suíça, a Tangem é uma empresa de tecnologia especializada em soluções de autocustódia de ativos digitais.

A companhia desenvolve hardware wallets e um ecossistema de software voltado ao armazenamento, gerenciamento e utilização de criptomoedas e outros ativos digitais.

A Tangem já colocou em circulação mais de 6 milhões de carteiras e conta com uma equipe global de mais de 250 profissionais, distribuídos pelas Américas, Europa e região Ásia-Pacífico.

Seu ecossistema oferece suporte a mais de 90 blockchains e 16 mil tokens, combinando hardware wallets em diferentes formatos, aplicativo para gerenciamento de ativos e soluções voltadas à utilização de criptoativos no cotidiano.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci