O preço do bitcoin voltou a cotação de US$ 65 mil por unidade em Dólar ao operar em queda no pós-carnaval do Brasil, caindo para R$ 344 mil na mínima hoje em relação ao Real brasileiro.
A nova queda nesta quinta-feira (19) distancia ainda mais a região dos US$ 70 mil no curto prazo, uma cotação simbólica testada pelo mercado entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Ou seja, a recuperação falhou em se sustentar e romper os US$ 71 mil, voltando a cair para um ponto que preocupa muitos investidores.
Isso porque, o analista Michael Burry apontou que US$ 60 mil é o preço que vai iniciar o colapso total do bitcoin, e muitos não querem testar na prática a teoria do homem que previu a crise de 2008.
Em relação ao Real brasileiro, a nova queda pressiona o mercado local que ainda conta com a depreciação do Dólar pressionando ainda mais o bitcoin. Desde o dia 1 de janeiro, o bitcoin já cai R$ 133 mil, ou 27%.

De qualquer forma, o mercado que acompanha outros indicadores técnicos podem aproveitar o momento para se posicionar no bitcoin pensando em um longo prazo. O RSI na média dos últimos sete dias, por exemplo, coloca o bitcoin na zona de sobrevendido, o que tende a indicar bons momentos para compras.

Índice de Medo e Ganância do Bitcoin segue na região extrema
Outros dados disponibilizados pelo Terminal do Livecoins mostram sintomas que também preocupam o curto prazo, mas que podem ajudar investidores com uma janela maior de visão para o futuro.
Isso porque, o Fear and Greed do Bitcoin, famoso índice que mede o medo e a ganância do mercado, segue na região de Medo Extremo, com pontuação 9 nesta quinta-feira.
Já os dados de buscas pelo tema “Bitcoin” no Google, medido pelo Google Trends, também seguem abaixo do máximo e da média dos últimos 30 dias. Desta forma, sugere que não é um assunto que tem atraído os internautas.

Há uma frase famosa no setor de investimentos que sugere que compras em momentos de crises são melhores, assim como as vendas quando todos estão falando sobre. Ou seja, os investidores que seguem a filosofia de “comprar ao som de canhões e vender ao som de violinos“, tudo indica que o momento segue promissor para compras de longo prazo.