Corretora de Bitcoin semi-descentralizada é lançada no Brasil

Empresa de Campinas mostra desenvolvimento no início de Abril!

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Walltime Zero - lançamento da primeira corretora descentralizada do Brasil
Walltime Zero, lançamento da primeira DEX brasileira - Reprodução

A Walltime se antecipou a uma tendência mundial no mercado de criptomoedas e lançou a primeira corretora semi-descentralizada de Bitcoin no Brasil. O lançamento foi nesta quarta, primeiro de abril, e é verdade.

Os clientes poderão realizar transações com Bitcoin sem a necessidade de deixar suas moedas custodiadas na Walltime. Ou seja, a corretora fará apenas a custódia de moeda fiduciária, no caso, o Real.

Para explicar o funcionamento da nova plataforma, a Walltime colocou a disposição dos clientes whitepapers, com versões em inglês e português.

Confira como será o funcionamento desta novidade, que chega de forma definitiva em breve, aos brasileiros que querem comprar e vender Bitcoin.

Walltime Zero
Walltime Zero – Reprodução

Custódia apenas fiduciária, corretora de Bitcoin semi-descentralizada é lançada no Brasil

As corretoras de criptomoedas funcionam como um local para se comprar Bitcoin de maneira mais fácil. Sem esses locais, é mais complicado para muitas pessoas, principalmente iniciantes, conhecer vendedores de confiança.

Existem dois modelos de corretoras de Bitcoin, aquelas que operam apenas com criptomoedas e outras que trabalham com moedas digitais e fiduciárias. A Walltime, por exemplo, é uma corretora que atua no Brasil com o modelo de compra e venda de Bitcoin por Real.

Sendo uma plataforma “mista”, a Walltime inovou seu modelo de negócios, que contará com uma nova opção em breve. A Walltime Zero é um novo modelo de negócios em que as corretoras passam a ser “observadoras de blockchain“.

Walltime Zero se define por uma “observadora de Blockchain” que valida transações públicas e realiza determinadas ações caso essa transação tenha ocorrido de fato.

Com isso, a corretora faz apenas a custódia das moedas fiduciárias, repassando a moeda fiduciária assim que a transação entre comprador e vendedor acontecer.

A Walltime deixou claro na apresentação da corretora semi-descentralizada que os modelos centralizados se provaram um “fiasco completo”.

Principais problemas de corretoras centralizadas foram apontados em whitepaper

Pelo whitepaper da Walltime Zero, a empresa deixou claro as motivações para pensar em um modelo sem custódia de criptomoedas. Os principais problemas de corretoras centralizadas certamente são: inflação artificial, solvência e fraudes.

No quesito fraudes, desde 2012 o Bitcoin sofre com corretoras que são hackeadas, de verdade e de mentira. Muitas certamente possuem brechas de segurança, já outras alegam falha, mas, na verdade, são os donos das corretoras quem ficam com as criptomoedas.

Já em relação à solvência, é complicado provar que as corretoras realmente possuem os fundos alegados. A Walltime deu como exemplo uma corretora que aluga criptomoedas para alegar, perante uma auditoria, que possui os fundos públicos.

Por fim, as corretoras de criptomoedas podem criar inflação artificial. Ou seja, criar transações inexistentes para aparentar um bom volume. O problema só aparece quando os usuários tentam sacar.

“Isso pode fazer facilmente com que o total de criptoativos “virtuais” (inexistentes)
circulando seja muito maior que o real (aumento de oferta artificial)”

Moeda Bitcoin
Moeda Bitcoin

Solução é corretora de Bitcoin semi-descentralizada, que não faz custódia de criptomoedas

A primeira corretora de Bitcoin semi-descentralizada no Brasil vai operar para mitigar o problema percebido em operações centralizadas. Dessa forma, a Walltime Zero (WZ) permitirá aos traders uma nova experiência ao negociar Bitcoin.

Para isso, a WZ lançou um passo-a-passo para que o processo seja entendido, como explicado abaixo:

1. Comprador deposita moeda fiduciária (Real, dólar) em uma das contas bancárias da WZ (Walltime Zero), informando um endereço de criptoativo, o preço e volume;
2. A WZ mostra publicamente em seu site um livro de ordens de compra;
3. O vendedor escolhe uma ordem de compra disponível e faz uma reserva;
4. É exibido ao vendedor o endereço de criptoativo do comprador e o vendedor faz a transferência diretamente a ele sem passar pela WZ;
5. A WZ observa a transferência no Blockchain e valida que ela realmente aconteceu;
6. A WZ faz a transferência bancária do valor correspondente ao vendedor.

Modelo de negócios da Walltime Zero, corretora de Bitcoin descentralizada
Modelo de negócios da Walltime Zero – Reprodução

A corretora chama esse modelo de negócios de negociação semi-descentralizada. O modelo não deixa de ter algumas desvantagens e riscos, entretanto, mantém o Bitcoin em posse dos próprios usuários, seguindo o que Satoshi Nakamoto pretendia desde o início.

Diretor de Tecnologia da Walltime, Felipe Mica se mostrou orgulhoso da criação anunciada

Em conversa com o Livecoins, o Diretor de Tecnologia da Walltime, Felipe Mica, pôde conversar sobre o novo projeto. Apesar do anúncio ter sido feito no dia da mentira, Mica afirmou que o lançamento é verdadeiro.

Sobre o momento de apresentar a ideia ao público, Felipe Mica destacou que o sentimento é de alegria. A Walltime Zero é o primeiro projeto de corretora de Bitcoin semi-descentralizada no Brasil.

[Sentimento] de muito orgulho, as pessoas na comunidade de Bitcoin têm recebido muito bem a ideia. Nosso objetivo sempre foi criar mecanismos para facilitar o uso de criptomoeda no Brasil.

Em relação à nova corretora de Bitcoin semi-descentralizada, Mica destacou que foi pensada também como ferramenta para ficar livre da IN 1888. Dessa forma, a equipe estuda com calma a possibilidade, ainda que seja difícil sair dessa obrigação.

Outra ideia era que fazendo esse modelo de “oráculo de saída”, pudéssemos ficar livres da obrigação de reportar para a Receita Federal através da norma 1888, já que não encostaríamos mais em cripto.

Por um lado, eliminamos do relatório duas ações: depósito e retirada cripto da plataforma (que será inexistente), mas por outro creio que não será possível fugir do report de compra/venda (execução de ordem).

Isso é porque a norma é muito genérica e abrangente. Ela diz que se você provê um ambiente de negociação cripto já é obrigado a reportar, mesmo que a cripto não passe mais por nós.

Ordens dinâmicas poderão ser implementadas

No whitepaper da Walltime Zero, ficou claro que a nova corretora de Bitcoin dará uma nova realidade aos traders. Uma delas é sobre o cancelamento de ordens, que poderá demorar um pouco mais que o normal.

Para isso, os idealizadores do projeto imaginaram uma forma dos traders colocaram ordens dinâmicas.

Uma forma de minimizar esse impacto negativo na experiência, seria fornecer a possibilidade de criação de “ordens dinâmicas”, ou seja, que alteram o preço de compra automaticamente baseados em algum indicador externo. Exemplo: “preço da exchange XYZ + 5%”. Dessa forma, o preço seria flutuante e valeria o preço do momento da consolidação da transferência em criptoativo.

Dessa forma, Felipe Mica destacou que um trader poderia colocar o preço de outra corretora, com mais ou menos alguma porcentagem. Esse preço seria calculado automaticamente, de acordo com a referência definida.

Dessa forma, para muitos compradores, a ordem fica atualizada com a cotação do Bitcoin internacional. Felipe falou que, por exemplo, isso é positivo para aqueles que fazem arbitragem.

Walltime Zero ainda não está disponível, mas estará em breve

Em outro ponto, o diretor da corretora informou que apesar do lançamento, a plataforma ainda não está pronta. Em alguns meses, os usuários já poderão desfrutar da novidade, que pretende ser o carro chefe da Walltime.

Mica destacou que haverá uma integração inicial com a plataforma antiga, mas eventualmente, esperam operar apenas com a Walltime Zero no longo prazo. A medida visa proteger os seus clientes dos problemas mencionados no whitepaper.

Vamos evitar que muita gente perca dinheiro, e vamos ser uma solução que poderá dizer com propriedade que é “100% segura”, pelo menos na parte de cripto. A experiência do usuário em si será um pouco prejudicada. É um experimento. Vamos ver se as pessoas se acostumam. Acreditamos que as pessoas vão preferir usar isso do que correr o risco que correm hoje.

Por fim, a novidade apresenta ao Brasil uma nova possibilidade de corretora de Bitcoin, que já é uma tendência no mundo. Felipe Mica destacou que alguns ajustes serão feitos até o lançamento, destacando que a nova plataforma dará abertura para listagem de mais criptomoedas. Atualmente, a Walltime trabalha apenas com Bitcoin.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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