
(Foto/Reprodução)
As corretoras de Bitcoin e criptomoedas com operação no Brasil encaram novas restrições internacionais de conformidade financeira envolvendo empresas do Irã e Coreia do Norte.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) publicou um alerta com ordens diretas do Grupo de Ação Financeira Internacional (GaFi) na terça-feira (24).
A nota técnica coloca o Irã e a Coreia do Norte na chamada “lista negra” do sistema financeiro global. O documento exige o bloqueio de transações comerciais com pessoas e empresas ligadas a esses países.
O aviso afeta de forma direta o setor de ativos digitais brasileiro. Assim, as corretoras de criptomoedas precisam aplicar medidas de proteção de risco e fechar as portas para o capital iraniano.
O GaFi orienta os países membros a impor sanções contra jurisdições de alto risco. O órgão cita o mercado de criptomoedas de forma explícita nas regras de bloqueio e restrição de contas.
As plataformas de negociação estão proibidas de abrir filiais ou escritórios de representação no território iraniano. A regra também veta a criação de subsidiárias de empresas iranianas com foco em criptomoedas no Brasil.
O ponto de maior impacto para o varejo recai sobre as transferências do dia a dia. O texto obriga as corretoras a limitar ou cortar relações de negócios em moedas digitais com cidadãos do Irã.
As instituições precisam revisar todos os contratos ativos com provedores de serviços do país asiático. O objetivo é evitar o uso do Bitcoin para a proliferação de armas de destruição em massa.
A fiscalização dessas regras exige o uso de ferramentas avançadas de rastreio em blockchains. As plataformas de câmbio devem monitorar a origem dos depósitos para impedir o fluxo de capital ilícito.
O descumprimento dessas diretrizes expõe as empresas nacionais a multas pesadas e sanções do Estado. A Receita Federal e o Banco Central vigiam a adesão do mercado de criptomoedas às normas de segurança.
A punição ocorre por causa das falhas do governo iraniano no combate à lavagem de dinheiro. O país prometeu uma mudança de postura no ano de 2016, mas falhou na execução de seu plano de ação.
O Irã enviou um relatório em janeiro de 2026 sobre a adoção de regras da Organização das Nações Unidas (ONU). O comitê internacional avaliou as medidas como insuficientes e fora do padrão de proteção.
A comunidade financeira cobra a remoção de isenções legais dadas a grupos armados dentro do país. O GaFi também exige o congelamento de bens de terroristas e a identificação de remetentes de valores sem licença.
Sob a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Irã vive a tensão de um possível conflito militar no Oriente Médio, onde Israel também é um antigo inimigo.
O alerta do Coaf estende as mesmas proibições corporativas para a Coreia do Norte. O país asiático sofre embargos desde o ano de 2011 por causa de ameaças nucleares e ataques de crimes cibernéticos.
O documento aponta que o regime norte-coreano usa estruturas opacas de tecnologia para violar os bloqueios. O uso de empresas de fachada exige vigilância redobrada das corretoras de criptomoedas brasileiras na abertura de contas de pessoas jurídicas.
O veto financeiro imposto pelo GaFi poupa apenas operações de ajuda humanitária. O envio de suprimentos médicos e comida recebe tratamento de exceção para não punir a população civil.
O Irã e a Coreia do Norte continuam isolados do mercado de criptomoedas regulado até a adoção integral das normas da ONU. As plataformas no Brasil devem ajustar seus sistemas de controle para operar dentro das leis mundiais.
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