Pagamentos de salários com Bitcoin no Brasil estão aumentando, revela estudo

Brasileiros e argentinos estão entre os que mais recebem salários em criptomoedas.

Homem beija Bitcoin em momento de felicidade, com notas de dólar na outra mão
Homem beija Bitcoin em momento de felicidade, com notas de dólar na outra mão

Com o trabalho remoto em alta, cresce no Brasil os pagamentos de salários com Bitcoin para funcionários de empresas do exterior. Como a possibilidade de trabalhar de qualquer lugar do mundo para empresas estrangeiras está cada vez mais fácil, os meios de pagamentos tradicionais não ajudam os brasileiros que querem aproveitar essas oportunidades.

O sistema SWIFT, por exemplo, não é nada agradável e barato para quem utiliza tal sistema.

Para facilitar esse processo, surgiram várias empresas de remessas nos últimos anos, que como fintechs, aproveitaram para brigar com os custos de transações internacionais antes feitas apenas por bancos. Contudo, um exemplo claro de uso das criptomoedas está justamente neste setor.

El Salvador tornou Bitcoin moeda de curso legal para aproveitar vantagens da tecnologia

Um dos grandes casos de usos do Bitcoin é justamente sua função de envio de dinheiro internacional, que pode ser feito em instantes e sem burocracia. Isso porque, basta que ambas as partes interessadas tenham uma carteira de Bitcoin em um dispositivo simples, sendo apenas essa a condição para envio de dinheiro entre fronteiras.

Como El Salvador via que moradores recebiam muito dinheiro de parentes do exterior, o presidente Nayib Bukele aproveitou a tecnologia do Bitcoin o tornou uma moeda de curso legal em seu território.

Ou seja, o uso de remessas financeiras com Bitcoin segue crescendo e já considerado por governos em países na América Latina.

Salários com Bitcoin cresce no Brasil, Argentina e Nigéria

Nos últimos dias, a startup deel anunciou que estaria aceitando a criptomoeda USDC, em parceria com a Coinbase, dando mais liberdade para que empresas possam contratar pessoas e realizar transações sem burocracia.

“É 2022, e a demanda por salários com criptomoedas está aumentando, tanto de empresas que desejam pagar sua equipe usando o saldo de cripto da empresa quanto de membros da equipe que desejam receber seus ganhos em moeda digital. Na Deel, vimos um aumento de 10% mês a mês na demanda por pagamentos salariais em criptomoedas.”

E esse anúncio foi feito em meio à uma tendência de que pessoas contratadas para trabalhos remotos queiram aceitar pagamentos em criptomoedas de seus empregadores.

Segundo uma pesquisa recente da Deel, fintech que ajuda em contratações internacionais, cresceu principalmente na América Latina o interesse pelo novo meio de pagamento.

Assim, o Brasil e Argentina se destacam entre aqueles que mais tem pessoas dispostas a aceitar salários com Bitcoin.

E o que chama atenção é que 52% das pessoas que aceitam criptomoedas no mundo e foram alvo da pesquisa estão na América Latina. Dessas, 63% querem salário em Bitcoin, 26% em Ethereum e 7% em USDC, sendo essas às três mais populares.

“Os principais países onde as pessoas aceitam salários em criptomoedas incluem Argentina, Nigéria e Brasil.”

Porcentagem de salários com criptomoedas na América Latina é maior do mundo, Bitcoin é moeda preferida
Porcentagem de salários com criptomoedas na América Latina é maior do mundo, Bitcoin é moeda preferida /Deel

No Brasil estão a segunda principal força de trabalho contratada pela Deel, que vê empresas da América do Norte como os principais interessados nessa força de trabalho.

Esse caso de uso mostra bem o potencial do Bitcoin como moeda global e as facilidades que sua tecnologia levam para as pessoas que precisam de meios de pagamentos modernos em um mundo cada vez mais digital.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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