Criador do Twitter faz alerta sobre hiperinflação nos EUA

Hoje a inflação dos EUA está acima dos 5%, representando o maior valor das últimas décadas e próximo a números mensais da crise de 2008 que derrubou os mercados.

Com os níveis de inflação crescendo nos EUA, o CEO do Twitter se mostrou preocupado com uma possível hiperinflação no país. Hoje Jack Dorsey é uma das pessoas que mais apoia o Bitcoin.

A impressão descontrolada de dinheiro por governos é uma das principais causas da perda do poder de compra de seus cidadãos. Episódios de hiperinflação tiveram grande ocorrência após o final do padrão ouro, em 1971.

Embora a hiperinflação seja algo mais comum em países pequenos e com economias fracas, caso aconteça um episódio destes nos EUA, isso impactará o mundo inteiro, beneficiando quem buscou proteção em ativos mais controlados, como ouro e bitcoin.

Hiperinflação

Embora eventos de hiperinflação sejam mais comuns em países pobres, Jack acredita que ele possa acontecer nos EUA apesar da força que o dólar possui no mundo inteiro, sendo a principal moeda usada como reserva internacional por outros países.

“A hiperinflação vai mudar tudo. Está acontecendo.”

Após um usuário comentar sobre a inflação da Nigéria, que está na casa dos 16%, Jack disse que os EUA passaria por um momento de hiperinflação em breve e que isso se expandiria para o mundo inteiro.

Vários países presenciaram episódios de hiperinflação durante três períodos da nossa história moderna, durante as duas Grandes Guerras onde os governos não respeitavam o lastro de sua moeda e boa parte de sua mão de obra estava ocupada lutando e após 1971 quando o padrão ouro foi extinto, deixando as cédulas sem lastro algum.

Episódios de hiperinflação no mundo: Fonte: WTF Happened In 1971

Inflação ou Índice de Preços ao Consumidor

Segundo alguns economistas, o termo inflação refere-se ao aumento do dinheiro em circulação, ou seja, a impressão de dinheiro. Mises é um deles, afirmando que o uso do termo inflação para referir-se ao aumento dos preços gera confusão, de certa forma ocultando a culpa das políticas monetárias de governos.

“Se você é incapaz de definir corretamente um fenômeno, você não tem como lutar contra ele.”

Segundo relatórios, mais de 40% dos dólares em circulação foram imprimidos apenas nos últimos dois anos. Isso faz com que a preocupação do fundador do Twitter seja plausível, a economia dos EUA é uma bomba relógio e sua explosão terá impacto no mundo inteiro.

Embora episódios de hiperinflação tenham ocorrido recentemente em países menores como Venezuela e a demanda por bitcoin pelos venezuelanos não ter impactado tanto o preço do BTC, agora estamos falando dos EUA e isso impactará todos países.

Hoje a inflação dos EUA está acima dos 5%, representando o maior valor das últimas décadas e próximo a números mensais da crise de 2008 que derrubou os mercados.

Caso poder de compra do dólar comece a despencar, é muito provável que o Bitcoin seja negociado por preços maiores devido a maior procura por um um ativo de impressão controlada e finita, bem como pelo fato de que menos pessoas estarão dispostas a trocar BTC por uma moeda que estará perdendo seu poder de compra vertiginosamente (na verdade, já está perdendo há décadas e por isso o BTC está tão forte).

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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