Economista brasileiro acredita no Bitcoin como moeda

Na contramão de economistas argentinos, que recentemente alertaram contra essa relação.

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Blockchain do Bitcoin descentralizada
Bitcoin/Pixabay
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Para um economista brasileiro, que acredita na tecnologia do Bitcoin, o BTC é mais que um ativo. De acordo com ele, ao cumprir a função de meio de pagamento, além da reserva de valor, o Bitcoin é uma moeda.

A fala foi do economista Luiz Alberto Machado, participando do Espaço Democrático do Partido Social Democrático (PSD). Na última semana, esse assunto ganhou repercussão entre economistas da Argentina, que afirmaram durante um evento que o Bitcoin não seria uma moeda.

Isso porque, na visão dos economistas do país vizinho ao Brasil, o Bitcoin tem um preço de mercado muito volátil. Dessa forma, a moeda teria dificuldade em reservar valor para ser utilizado como uma moeda forte.

“Não é apenas uma tecnologia”, afirmou economista brasileiro que acredita no Bitcoin como moeda

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Quando o Bitcoin foi criado em 2009, Satoshi Nakamoto pensou em um meio de pagamentos pela internet. Dessa forma, nascia a primeira moeda digital, descentralizada, a funcionar plenamente pelo mundo e, de lá para cá, a rede nunca mais parou.

Apesar dos avanços do Bitcoin nos últimos anos, novas criptomoedas foram criadas, mas a moeda ainda é considerada a principal do mercado de criptomoedas. Com 60% desse setor sendo representado pelo Bitcoin, a moeda é a mais valiosa e segura.

Ao participar de um podcast do PSD, o economista Luiz Alberto Machado afirmou que acredita no Bitcoin como uma moeda. Isso porque, ao registrar um comportamento interessante durante a pandemia, mesmo sofrendo no início da pandemia, registrou considerável recuperação.

“O Bitcoin, portanto, mostrou resiliência durante o pico da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, conseguindo evitar quedas abruptas. Desde então, acumulando alta de mais de 80%, num sinal de pujança que, somado a fragilidade imposta por bancos centrais as moedas fiduciárias, como dólar, euro e real, desponta como alternativa capaz de propiciar significativa valorização nas próximas semanas e meses”

O economista lembrou que no Brasil, o Bitcoin é a principal criptomoeda negociada nas corretoras.

Nem tudo são flores e economista ponderou sobre os riscos, mas deixou claro: “é fundamental acompanhar o Bitcoin”

Na questão da volatilidade do Bitcoin, tratada pelos economistas argentinos como um sério problema, Luiz fez um alerta mais brando. De acordo com o economista brasileiro que acredita no potencial do Bitcoin, a dica é se expor ao Bitcoin com cautela, comprando um valor que não seja comprometedor em caso de perda.

Luiz ponderou que há muita conversa sobre a importância da regulamentação do Bitcoin, que está em andamento no país. Entretanto, a moeda digital tem uma história curta, ou seja, uma regulamentação neste ponto poderia sufocar inovações ainda desconhecidas pela tecnologia blockchain.

Além disso, o economista lembrou que há desconfiança quanto ao Bitcoin ser utilizado para crimes, com sua instabilidade de preços e o risco de falhas de sua blockchain. O economista afirmou que essas dúvidas são comuns ao se deparar com o mercado, mas com estudo são sanadas.

Já na parte boa da tecnologia, o Bitcoin tem causado mudanças na economia, além da reserva de valor. Como é uma moeda aceita como pagamento em diversos estabelecimentos, o economista afirmou que essa alternativa deve ser melhor compreendida pelas pessoas.

“Como podemos ver, a aliança da tecnologia e da economia tem criado novas alternativas de negócio, tornando fundamental que se acompanhe todo esse desenvolvimento”, afirmou Luiz Alberto Machado

Escute o podcast na íntegra pelo SoundCloud neste link.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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