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Em 2018, a criptomoeda mais negociada do mundo, o Bitcoin, completou 10 anos. As negociações ao longo do ano e os contextos do mercado internacional dentro e fora dos sistemas blockchain permitem aos economistas planejar o crescimento do BTC para 2019. Neste texto, você entenderá como e porque o Bitcoin deve apresentar expansão no ano seguinte. Confira!

Aumento do potencial de mineração como fator principal

Para quem não está familiarizado com o Bitcoin e outras criptomoedas, a criação deste ativo é realizada através de complexas equações matemáticas chamadas “Hash”.

O Hash é realizado por potentes computadores que recebem recompensas em BTC por executar o processo de equação e validação das criptomoedas na blockchain. Esta ação tem grande gasto energético e exige alto investimento por parte dos “mineradores” de BTC.

Para 2019, o que deve elevar a negociação do Bitcoin é justamente o aumento do potencial de mineração da moeda, o chamado “Hash Power”. Com este avanço, a moeda pode ser negociada com maior liquidez, e assim, atingir um valor partindo de US$ 20 mil até a faixa de até US$ 64 mil, projetam economistas. Em 2018, a moeda chegou a ser negociada por US$ 19 mil, ou seja, a expansão pode ultrapassar os 400% – pelo menos é este valor que o Hash Power do sistema deve suportar até o fim do ano de 2019.

Não é apenas a criação de moeda que impulsiona o crescimento do Bitcoin, porém. A expansão do mercado, com mais BTC circulando e mais investidores envolvidos, proporciona o aumento do suporte à criptomoeda, bem como o crescimento da confiança na blockchain e na liquidez do ativo.

Atualmente, os maiores negociadores de Bitcoin são os próprios mineradores e investidores independentes, mas o mercado já projeta a introdução de grandes players do e-commerce e até mesmo bancos tradicionais de atuação internacional nas negociações, o que eleva o Bitcoin a um patamar inédito em sua história. A expansão da tecnologia em software e hardware também aumenta a segurança e a agilidade das negociações da criptomoeda.

As análises são do fundador da empresa de pesquisa e consultoria financeira Fundstrat, Tom Lee. O especialista é um dos poucos grandes estrategistas da Wall Street que cobrem o Bitcoin regularmente. Lee emite relatórios periódicos sobre a criptomoeda desde 2017, e suas primeiras projeções mostravam o BTC sendo negociado de US$ 22 mil a até US$ 55 mil em 2022. Com o desempenho e a evolução da moeda, tanto em valor, como em estrutura, o especialista amplia seus palpites.

Já Todd Gordon, da Trading Analytics, tem projeções mais conservadoras, mas que ainda planejam crescimento da criptomoeda em 2019, após passar por baixa e volatilidade durante alguns meses em 2018. Gordon afirma que o BTC deve superar US$ 10 mil já no início de 2019, e também reafirma aspectos técnicos para justificar suas opiniões.

O especialista diz que o mercado é tecnicamente orientado, ou seja, para além das oscilações de preço orgânicas vindas das negociações, a capacidade de geração da criptomoeda – Hash – também influencia diretamente no desempenho do ativo. Para Todd Gordon, o Bitcoin deve fechar 2019 oscilando entre US$ 12,5 mil e US$ 15 mil.

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