Homem mais rico do mundo diz que governos não vão destruir o Bitcoin

"Eu acredito que as criptomoedas são fundamentalmente sobre reduzir o poder do governo centralizado, e eles não gostam disso."

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Elon Musk em entrevista ao CodeCon 2021
Elon Musk em entrevista ao CodeCon 2021/Reprodução

Recentemente a preocupação do mercado de criptomoedas é o quanto um governo pode ou não controlar o setor, com muitos questionando se é possível para uma entidade centralizada atrapalhar o desenvolvimento da tecnologia. Elon Musk, o homem mais rico do mundo hoje, falou recentemente sobre o tema durante uma entrevista e disse não ser possível para um governo destruir o Bitcoin.

Com o recente banimento da China e a repressão do país contra as criptomoedas, a discussão sobre a possibilidade de um governo ou entidade conseguir derrubar o Bitcoin vou a chamar atenção.

E enquanto o fato da China já ter proibido o Bitcoin muitas vezes antes e isso não ter afetado a moeda no longo prazo, alguns realmente acreditam que o setor pode estar em risco.

Elon Musk, novamente mais rico do mundo, defende que governos não vão destruir o Bitcoin

Durante a sua participação no 2021 Code Conference o bilionário, que agora se tornou um nome importante dentro do criptomercado, falou sobre o Bitcoin e sobre a interferência do governo nessa nova economia. E enquanto ele acredita que os governos podem atrapalhar o desenvolvimento do mercado, eles não conseguiram destruir o Bitcoin.

Durante o painel, Musk falou sobre a recente situação da China e principalmente sobre como o país asiático parece não gostar dessa nova tecnologia. O CEO da Tesla disse ser possível que haja preocupações da China em relação ao gasto de energia.

“Parte disso pode ser por causa dos problemas com falta de eletricidade em muitas partes da China. Boa parte do sul do país agora está tendo quedas aleatórias de energia por que a demanda é muito maior do que o esperado.”

Mas, no fim das contas a preocupação está relacionada ao poder centralizado que o governo quer manter.

“Eu acredito que as criptomoedas são fundamentalmente sobre reduzir o poder do governo centralizado, e eles não gostam disso.”

E enquanto a China pode tentar, o máximo que ela pode conseguir é atrapalhar o desenvolvimento do mercado e algumas empresas, mas não destruir as criptomoedas.

“Não é possível, acredito eu, destruir o criptomercado, mas é possível para os governos atrapalhar o seu avanço”, afirmou o CEO da Tesla. “Eu acho que eles [os governos] não deveriam fazer nada.”, complementou ele ao ser questionado o que os governos deveriam fazer sobre o setor.”

Contudo, apesar das suas opiniões, Musk  lembrou que ele não é um grande expert de criptomoedas e que ele também acredita no potencial e no valor do setor, mas que isso não é “o retorno de Cristo”.

Nem todos acreditam na resiliência dessa tecnologia

Enquanto Musk acredita no potencial do criptomercado para resistir a pressão política e dos reguladores, outros pensam que os governos possuem sim, força necessária para destruir toda a economia desse setor.

Recentemente o famoso investidor Ray Dalio afirmou que caso o Bitcoin tenha muito sucesso e realmente comece a ameaçar o poder centralizado dos governos, ele pode entrar na mira dos governos e pode ser destruído pela regulamentação.

A mesma opinião é compartilhada por Kenneth Rogoff, professor de Harvard, uma das mais prestigiadas faculdades dos Estados Unidos.

O otimismo de Musk é fácil de ser entendido por alguns, afinal, quando se tem o dinheiro dele não precisamos nos preocupar tanto com alguns erros com nossos investimentos, um fator levantado por Bill Gates, ironicamente em recente entrevista.

“Elon tem muito dinheiro e é muito sofisticado. Eu não me preocupo se o Bitcoin dele vai subir ou descer, acho que as pessoas são atraídas por essas ‘manias’ porque podem não ter muito dinheiro, portanto, não estou otimista com o Bitcoin. Meu pensamento geral seria… se você tem menos dinheiro que Elon, você provavelmente deveria tomar cuidado.”

A opinião de Musk é compartilhada pelos que acreditam nos fundamentais do Bitcoin e na sua descentralização que, por design, evita que ele possa ser controlado diretamente por uma entidade única e consequentemente, não pode ser destruído.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
Bitcoin em alta. Imagem: ShutterStock

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