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Em viagem à Índia, Lula fecha acordo para levar blockchain ao governo do Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Nova Délhi para selar um novo compromisso de cooperação tecnológica e o governo brasileiro e a Índia assinaram um pacto focado no futuro digital de ambas as nações no sábado (21).

A viagem à Ásia representa uma tentativa de estreitar os laços com as grandes economias emergentes do globo. O Palácio do Planalto enxerga o mercado indiano como um parceiro para o desenvolvimento nacional, além disso, como um membro importante no BRICS.

O Ministério das Relações Exteriores divulgou os detalhes da chamada Parceria Digital Brasil-Índia para o Futuro. A proposta foge das pautas exclusivas de exportação agrícola e foca no universo da infraestrutura pública.

Os dois países buscam adaptar suas sociedades aos impactos da transformação cibernética e do avanço das máquinas. A ideia central envolve o uso da inovação para melhorar a prestação de serviços diretos ao cidadão.

Qual o papel da blockchain no novo acordo anunciado por Lula na Índia?

A tecnologia de registro descentralizado aparece como um dos eixos principais nas mesas de negociação entre os diplomatas. O texto oficial cita a blockchain ao lado de itens como semicondutores e tecnologias quânticas.

A arquitetura da rede de blocos oferece um nível alto de segurança para o tráfego de dados sensíveis da população. O governo quer explorar essa ferramenta para aprimorar os sistemas de identidade civil e os métodos de pagamento estatais.

A adoção da blockchain pode reduzir os custos operacionais e as fraudes nos cofres do Tesouro Nacional. O compartilhamento seguro de informações entre os ministérios e secretarias depende de redes imunes a invasões externas.

Infraestrutura em larga escala

A Índia acumula vasta experiência na criação de plataformas de inclusão de tecnologia para bilhões de pessoas. O Brasil tenta absorver esse conhecimento para evitar falhas na estruturação de seus próprios projetos de modernização.

As duas nações decidiram montar um centro de excelência em conjunto dentro do território brasileiro. O espaço servirá para o treinamento de equipes e a execução de testes práticos com as novas ferramentas da economia virtual.

A diplomacia brasileira também atrelou a pauta da inovação aos desafios ambientais do planeta. Os chefes de Estado anunciaram a criação da Rede de Inteligência Planetária Aberta durante o evento asiático.

O projeto usa a infraestrutura de rede para acelerar as ações de conservação da natureza em países em desenvolvimento. A proposta busca mesclar o avanço dos códigos de computador com a proteção efetiva do meio ambiente.

IA também entrou em discussão

Os modelos de inteligência artificial ganharam uma seção de destaque na formulação do documento bilateral. Os governos planejam debates sobre o uso dessas ferramentas automatizadas nas áreas de saúde, educação e agricultura.

A criação de modelos de linguagem próprios protege a soberania dos dados confidenciais de cada país, visto que a dependência de sistemas de empresas estrangeiras preocupa as autoridades responsáveis pelas áreas de controle da administração federal.

O desafio das equipes de tecnologia é garantir o avanço do aprendizado de máquina com respeito aos direitos de propriedade intelectual. As partes concordam sobre a necessidade de proteger o usuário final contra os riscos imprevistos dessa evolução rápida.

A governança da internet e a proteção da privacidade individual guiam as conversas sobre o tema nos bastidores. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil vai monitorar o andamento das propostas e dos projetos a partir de agora.

A segurança cibernética manterá um canal próprio de diálogo entre as equipes de resposta a incidentes de rede dos dois governos. O engajamento futuro com a iniciativa privada e as universidades ditará o ritmo da adoção dessas inovações pelo setor público.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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Gustavo Bertolucci