“Esgoto a céu aberto”, Charlie Munger, braço direito de Warren Buffett, volta a criticar criptomoedas

Em maio de 2013, quando o Bitcoin era negociado por 100 dólares, declarou que “não tinha confiança” na criptomoeda. Nove anos depois, a mesma está cotada em 20 mil dólares. Portanto, Munger realmente deixou essa passar.

Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway e parceiro de negócios de longa data de Warren Buffett.
Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway e parceiro de negócios de longa data de Warren Buffett.

Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire Hathaway, voltou a criticar as criptomoedas nesta segunda-feira (11) em entrevista ao Australian Financial Review (AFR). Para o bilionário, o Bitcoin e outras moedas são um “esgoto a céu aberto, cheio de organismos maliciosos.”

Conhecido por ser o braço direito de Warren Buffett, Munger tampouco se importa com a escassez do Bitcoin. Para o investidor, conforme o BTC é equivalente a nada, então todas suas características são irrelevantes.

Dono de uma fortuna de 2,2 bilhões de dólares (R$ 12 bi), seu foco está nas ações, um mercado que, segundo o bilionário, gera valor para o mundo e não ataca as moedas fiduciárias.

Escassez de nada, diz Munger sobre o Bitcoin

Enquanto governos seguem punindo seus cidadãos com a impressão de mais dinheiro, a famosa inflação, o Bitcoin consegue atrair a atenção de cada vez mais pessoas devido a sua oferta máxima de 21 milhões de unidades.

Contudo, isso não é o suficiente para convencer Charlie Munger a investir em criptomoedas. Para o braço direito de Warren Buffett, tal característica é irrelevante já que o Bitcoin é sinônimo de nada.

“Criptomoedas são um investimento em nada, e o cara que está tentando vender a você um investimento em nada diz: ‘Tenho um tipo especial de nada que é difícil de criar mais’,” argumenta Charlie Munger à AFR. “Não quero comprar um pedaço de nada, mesmo que alguém me diga que não possa criar mais disso.”

Seguindo, aponta que não investe em criptomoedas por não ter interesse em um ativo que ataque moedas fiduciárias, enquadrando tais investidores em dois grupos: iludidos ou maliciosos.

“Apenas evito, como se fosse um esgoto a céu aberto, cheio de organismos maliciosos. Só evito totalmente e recomendo que todos sigam meu exemplo.”

Munger acredita que criptomoedas são usadas por criminosos

Critico do Bitcoin de longa data, Charlie Munger já afirmou que as criptomoedas são utilizadas por criminosos por não serem rastreáveis. Tal declaração mostra o quão pouco o bilionário estudou sobre esta tecnologia, ainda assim é ouvido por muitos.

“Nunca toque. Nunca compre. Deixe passar.”

Em maio de 2013, quando o Bitcoin era negociado por 100 dólares, declarou que “não tinha confiança” na criptomoeda. Nove anos depois, a mesma está cotada em 20 mil dólares. Portanto, Munger realmente deixou essa passar.

Não que isso o transforme em um péssimo investidor, pelo contrário, o braço direito de Buffett ainda é um dos mais lembrados do mundo. Contudo, este é um lembrete de que até mesmo os grandes podem errar e, pior ainda, continuar errando.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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