Strategy cita três motivos para a empresa vender Bitcoin

Empresa também afirmou que pode não usar todo o dinheiro futuro captado para comprar Bitcoin, sinalizando que está preocupada em comprar topos

A Strategy, maior empresa de Tesouraria de Bitcoin do mundo, revelou três motivos que justificam vendas de Bitcoin pela companhia. A empresa realizou três vendas no mês de junho e não faz novos aportes na criptomoeda há mais de 30 dias.

Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, Phong Le, CEO da Strategy, afirmou que a primeira venda de 32 bitcoins no início de junho foi feita para “preparar o mercado” e testar os processos internos.

Embora tenham vendido com perdas de US$ ~1 milhão, o executivo destaca que isso gerou um benefício fiscal na casa dos US$ 400.000. Nas semanas seguintes, a empresa vendeu mais 3.588 moedas, também abaixo de seu preço médio.

“Registramos um prejuízo realizado de US$ 203 milhões, o que nos permitiu gerar um potencial benefício fiscal de US$ 59 milhões.”

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Strategy afirma que suas vendas tiveram impacto no preço do Bitcoin por conta do sentimento, mas não pela liquidez do mercado

Conforme a Strategy se apresentava como uma empresa que só comprava Bitcoin, as vendas causaram um forte impacto no mercado. Sobre os motivos dessa decisão, Phong Le citou três pontos.

O primeiro seria aumentar o caixa da empresa em dólares, com o objetivo de manter um valor entre US$ 3,75 bilhões a US$ 5 bilhões. Atualmente, a empresa mantém justamente US$ 3,75 bilhões, o que indica uma pausa nas vendas.

O segundo ponto seria pagar dividendos e despesas com juros, atualmente em US$ 1,76 bilhão, algo que já fizeram com as vendas passadas.

Por fim, o executivo nota que o terceiro ponto seria vender bitcoins para bancar até US$ 2 bilhões em recompras de ações da empresa, seja MSTR ou STRC, quando fizer sentido. A quantia seria equivalente a 31.720 bitcoins na cotação atual, equivalente a 3,76% das moedas mantidas em caixa.

Apesar disso, a empresa recentemente aumentou sua reserva de dólar com vendas de MSTR.

“A boa notícia é que agora temos a maior reserva em dólares da história da empresa. Começamos o ano, em janeiro, com US$ 2,25 bilhões. Reduzimos esse valor para US$ 871 milhões ao quitar US$ 1,5 bilhão em títulos conversíveis com vencimento em 2029. Percebemos que esse nível não era suficiente para sustentar a STRC e nosso crédito digital. Por isso, em cerca de dois meses, reconstruímos essa reserva para US$ 3,75 bilhões.”

Sobre o impacto das vendas, o executivo afirma que a Strategy não teve impacto em relação ao preço quando analisado a liquidez do mercado, mas talvez pelo sentimento de outros investidores.

Como exemplo, notam que o Bitcoin caiu 4% na semana da venda de 32 bitcoins e 11% na semana seguinte. Em relação as outras vendas, o Bitcoin subiu 6% durante e caiu 1% depois.

Empresa afirma que não irá usar todo capital levantado para comprar Bitcoin

Em outro trecho da conversa, Michael Saylor, fundador da Strategy, afirma que a empresa diminuirá seus aportes em Bitcoin no futuro. Ou seja, isso indica que a Strategy estaria preocupada em comprar grandes quantias próximo a topos.

“Acredito que a resposta para a pergunta sobre quanto manter em caixa provavelmente será determinada pelo sentimento do mercado e pelo prêmio de mercado. Não quero simplificar isso dizendo que basta olhar para o prêmio em relação à média móvel de 200 semanas, porque muita gente usa outras métricas. Você pode até ter suas próprias métricas. Há um debate na comunidade sobre qual é a melhor forma de calcular se o Bitcoin está no topo ou no fundo de um ciclo. Acredito que vamos começar a analisar esses sinais, e isso vai determinar como o fluxo de caixa será alocado. Se levantarmos US$ 1 bilhão em crédito, não acredito que o padrão será 100% em BTC e 0% em dólares.”

No momento, enquanto o Bitcoin está cotado a US$ 63.000, o preço médio de compra da Strategy está em US$ 75.476.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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