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O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou quatro corretoras de criptomoedas iranianas na terça-feira (2). A medida do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) busca conter o financiamento de atividades ilícitas e o drible de sanções econômicas.
As plataformas alvos da ação governamental são Nobitex, Bitpin, Ramzinex e Wallex. Juntas, essas empresas movimentaram bilhões em criptoativos para entidades associadas ao governo do Irã no ano passado.
Dados da empresa de análise TRM Labs apontam que as quatro corretoras processaram US$ 7 bilhões em 2025. Esse montante representa grande parte do volume de transações em criptomoedas registradas no país asiático.
A corretora Nobitex lidera o mercado local com metade de todo o capital processado em território iraniano. A Ofac acusa a empresa de facilitar pagamentos para grupos paramilitares e ajudar o Banco Central do Irã.
Além disso, executivos da plataforma receberam sanções diretas das autoridades norte-americanas nesta semana. O presidente do conselho, Amir, e outros diretores perderam o acesso ao sistema financeiro global.
O bloqueio impede que empresas estrangeiras façam negócios com as corretoras iranianas. Instituições de outros países correm risco de penalidades severas caso mantenham operações com as entidades sancionadas.
A empresa de análise Chainalysis relatou que o ecossistema iraniano de criptoativos cresceu sob pressão militar externa. Os pesquisadores identificaram endereços ligados a milícias locais com alto volume de transações de bitcoin.
Desta forma, o uso de criptomoedas serviu para contornar o isolamento de bancos tradicionais. O governo iraniano utilizou o sistema para converter a moeda local em opções atreladas ao dólar.
A tática governamental manteve a estabilidade financeira durante apagões de internet no país. As autoridades de Washington já congelaram cerca de US$ 500 milhões em fundos de criptomoedas ligados ao regime.
O diretor de política global da TRM Labs, Ari Redbord, explicou o impacto das novas medidas restritivas. A ação expande o alcance das punições para além das fronteiras dos Estados Unidos.
As corretoras Bitpin e Wallex também facilitaram transferências em benefício de entidades militares. A Ramzinex, por sua vez, processou US$ 2 bilhões desde a sua fundação.
O governo norte-americano oferece recompensas em dinheiro por informações sobre essas redes de financiamento. Os pagamentos chegam a US$ 15 milhões para informantes que ajudem a desestruturar o esquema.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos mantém a campanha de pressão máxima contra o Irã. As sanções buscam cortar as principais fontes de receita do país asiático.
Empresas estrangeiras que ajudam o comércio iraniano ilícito entram na mira das autoridades de Washington. O Tesouro norte-americano proíbe qualquer transação com os indivíduos e empresas da lista de bloqueio.
A documentação do governo cita laços entre os fundadores da Nobitex e o alto escalão político iraniano. Os desenvolvedores da plataforma criaram ferramentas específicas para ocultar a origem dos fundos.
Por sua vez, uma falha de segurança na corretora revelou o código de validação utilizado pela companhia no ano passado. O vazamento de dados permitiu a identificação dos líderes responsáveis pelo setor de operações.
O mercado global de criptoativos exige atualizações rigorosas nos protocolos de conformidade das empresas parceiras. A continuidade dos negócios com o Irã resulta no banimento definitivo do mercado norte-americano.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçou o compromisso com a perseguição financeira. O rastreio dos fundos busca evitar o progresso do programa nuclear do regime iraniano.
A população do país sofre com a desvalorização cambial enquanto o governo desvia recursos. As plataformas de criptoativos atuam como canal de fuga para o capital de membros do alto escalão.
As corretoras globais precisam bloquear de imediato as contas conectadas ao ecossistema iraniano. A medida protege o mercado internacional contra a entrada de dinheiro ilícito.