
Moeda de Bitcoin. Foto: Eglantine Shala/Pixabay.
O Morgan Stanley, um dos maiores bancos de investimento do mundo, anunciou nesta quarta-feira (8) que seu ETF de Bitcoin, o Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), começou a ser negociado nas bolsas americanas.
Além do nome forte, outro diferencial serão as taxas de administração cobradas pelo banco, de somente 0,14%, mais baixas que as de todos os seus concorrentes.
Por outro lado, os ETFs americanos da BlackRock, Fidelity e outras gestoras começaram a ser negociados em janeiro de 2024, deixando o Morgan Stanley com um atraso de dois anos.
Esta quarta-feira (8) tem sido importante para o Bitcoin. Primeiro, a criptomoeda opera em alta diária de 3,8% após EUA e Irã entrarem em um cessar-fogo. Além disso, o The New York Times também disse ter descoberto a identidade de Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin.
Somado a isso, o ETF de Bitcoin do Morgan Stanley é outro grande acontecimento do dia.
“Apresentamos o Morgan Stanley Bitcoin Trust (MSBT), desenvolvido com relatórios transparentes e uma taxa de administração de 0,14%, apoiado por uma abordagem de custódia que reúne práticas tradicionais e experiência em criptomoedas.”
A página do ETF aponta que a custódia dos bitcoins será feita pela Coinbase Custody e pelo Bank of New York Mellon (BNY).
Como comparação, grandes gestoras como BlackRock, Fidelity, Invesco e WisdomTree estão cobrando 0,25% de taxa em seus ETFs de Bitcoin. Bitwise e VanEck cobram 0,2%, já a Ark/21 Shares cobra 0,21%.
Até então, as taxas mais baixas eram do Grasycale Mini Trust (BTC) da Grayscale, de 0,15%, seguido pelo ETF da Franklin Templeton, de 0,19%.
Portanto, a taxa de 0,14% do Morgan Stanley é um claro sinal de que eles chegaram para competir, não para serem mais um.
Eric Balchunas, especialista da Bloomberg em ETFs, notou que o ETF do Morgan Stanley já tinha alcançado um volume de US$ 30 milhões na metade do dia, se encaminhando para fechar o dia como uma das melhores estreias do último ano.
“O dia de negociações já passou da metade e o $MSBT está com US$ 27 milhões em volume, então com certeza vai passar da minha estimativa de US$ 30 milhões”, iniciou Balchunas.
“Provavelmente deve terminar perto de US$ 50 milhões, o que é enorme, top 1% entre lançamentos de ETFs. Só lembro de dois que chegaram a esse nível no último ano: $BSOL, $XRPC e $DRAM (todos por volta de US$ 60 milhões).”
Em outro tuíte, Balchunas prevê que o MSBT acumulará US$ 5 bilhões em ativos em seu primeiro ano. Isso deixaria o banco com o 4º maior ETF do mercado, ficando atrás somente de BlackRock (US$ 56 bilhões), Fidelity (US$ 13,4 bilhões) e Grayscale (US$ 11 bilhões).
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