Por que o futuro do Ethereum está ameaçado

Durante muito tempo o Ethereum dominou sozinho o setor de tokens e contratos inteligentes. Hoje ele divide espaço com várias outras blockchains que tentam ganhar a empatia tanto de desenvolvedores de projetos quanto de usuários.

Ethereum-ameaçado. Imagem: ShutterStock
Ethereum-ameaçado. Imagem: ShutterStock

Com propósitos diferentes, o Ethereum enfrenta mais concorrência que o Bitcoin em seu setor. Enquanto o foco do Ethereum são contratos inteligentes, o Bitcoin é mais usado como moeda e reserva de valor.

Podemos analisar várias métricas para determinar quais são os principais concorrentes do Ethereum.

Por valor de mercado, podemos começar com a Cardano (ADA), que implementou contratos inteligentes em seu código esta semana e apesar de críticas, ainda ocupa a terceira posição por marketcap.

Fonte: CoinMarketCap
Fonte: CoinMarketCap

Por número de usuários, podemos citar a Binance Smart Chain (BNB/BSC) que ultrapassou a marca de 500.000 usuários (endereços de carteiras) diários em vários momentos neste mês.

Fonte: DappRadar
Fonte: DappRadar

Superando o Ethereum nesta métrica, cujo número de usuários ficou entre 100 a 120 mil. Além disso, o BNB ocupa a quinta posição do marketcap.

Fonte: CryptocurrencyChart
Fonte: CryptocurrencyChart

Por retorno anual de investimento, a Solana (SOL) está com um retorno de 11.669% desde o início do ano até o momento desta redação, e já é a sétima maior criptomoeda por valor de mercado.

Já o Ether apresentou retornos de apenas 362% no mesmo período.

Além destas três blockchains, o Ethereum também compete com EOS, TRON (TRX), Avalanche (AVAX), Algorand (ALGO) e o Ethereum Classic (ETC), além de outras.

Por quais setores estes projetos estão brigando?

Segundo dados do DappRadar, hoje os dois setores mais utilizados são os de jogos (NFT), com 713 mil usuários (endereços) e de finanças descentralizadas (DeFi), com cerca de 450 mil, seguido por jogos de azar e outros como stablecoins que, apesar de não precisarem de contratos inteligentes, são tokens importantes devido a sua grande utilidade tanto em serviços descentralizados quanto centralizados.

O uso de tais serviços descentralizados requer o uso da moeda nativa de cada blockchain, o que aumenta a sua demanda e por consequência o seu preço.

Jogos de blockchain mais populares. Fonte: dapp.com
Jogos de blockchain mais populares. Fonte: dapp.com

Durante muito tempo o Ethereum dominou sozinho o setor de tokens e contratos inteligentes. Hoje ele divide espaço com várias outras blockchains que tentam ganhar a empatia tanto de desenvolvedores de projetos quanto de usuários.

Geralmente as soluções desses protocolos envolve taxas mais baratas por conta de um alto número de transações por segundo.

Todavia este processo geralmente envolve uma diminuição da descentralização ou da segurança. Isso pode ser chamado de trilema da escalabilidade, termo cunhado por Vitalik Buterin, que estabelece que blockchains só podem ter duas das três principais propriedades: segurança, descentralização e escalabilidade.

Principais concorrentes do Bitcoin

O Bitcoin é destinado a servir como moeda e reserva de valor, e nunca teve concorrência de fato. Seus principais concorrentes, ao longo do tempo, foram em sua maioria seus próprios forks, como Litecoin (LTC) e Bitcoin Cash (BCH), que apresentaram pouca inovação e/ou solução efetiva para atuais obstáculos.

O ano de 2021, com empresas usando o Bitcoin como reserva de valor e El Salvador adotando-o como moeda legal no país, a concorrência acabou de vez. O Bitcoin é dominante.

Ao olhar para as maiores moedas por valor de mercado, e que estão no mesmo nicho do BTC, a que está mais próxima é a Dogecoin (DOGE).

Ela é uma moeda que, além de ser um meme, não tem oferta máxima definida. Nem mesmo Elon Musk, que disse acreditar que a Doge passará o bitcoin, parece acreditar nisso, afinal a sua empresa, Tesla, comprou Bitcoin, e não Doge.

Enquanto o reinado do Bitcoin parece seguro, o Ethereum enfrenta concorrentes de peso em seu setor. Somente a sua atualização para o ETH 2.0 parece poder deixá-lo mais confortável, todavia ainda não há data definida.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.
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