O governo americano anunciou nesta quarta-feira (20) sanções contra duas redes ligadas ao cartel de Sinaloa por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com criptomoedas.
Como exemplo, o texto cita que o trabalho de um dos acusados era coletar grandes quantias de dinheiro em espécie nos EUA para depois convertê-las em criptomoedas e enviá-las ao México.
O relatório expõe nomes e fotos de 12 pessoas envolvidas no esquema de lavagem de dinheiro, bem como um restaurante chamado Gorditas Chiwas, que seria utilizado como empresa de fachada pelo cartel.
Ação do governo americano está ligada ao combate contra o fentanil
A OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA) apontou Armando de Jesus Ojeda Aviles como líder do esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, especialmente de fentanil, uma droga sintética potente que se tornou um problema nos EUA devido ao baixo custo.
Segundo as autoridades, Ojeda Aviles coordenava a coleta de grandes quantias de dinheiro em espécie nos EUA e, em seguida, facilitava a conversão dos fundos em criptomoedas para enviá-las ao México.
“Ojeda Aviles assumiu como principal lavador de dinheiro de Los Chapitos após o assassinato de Mario Alberto Jimenez Castro, que o OFAC designou em 26 de setembro de 2023, citando o uso de moeda digital e transferências eletrônicas, entre outros métodos, para enviar recursos de vendas ilegais de fentanil nos Estados Unidos aos líderes do cartel de Sinaloa no México.”
Outro nome citado no esquema é o de Jesus Alonso Aispuro Felix, apontado como principal intermediário dessa rede de tráfico e lavagem de dinheiro.
“Ele é responsável por intermediar transferências em grande volume de recursos do tráfico por meio de endereços de moeda digital”, explicou a OFAC.
Na sequência aparece Rodrigo Alarcon Palomares, que já enfrentava uma denúncia por três crimes de lavagem de dinheiro com recursos do tráfico utilizando criptomoedas.
A quadrilha utilizava um restaurante chamado Gorditas Chiwas, com sede em Chihuahua, no México, como fachada. Tal restaurante seria administrado pelos familiares de Alfredo Orozco Romero, que também controla uma empresa de segurança no país latino.

Outras pessoas sancionadas
Além dos três nomes citados acima, a OFAC também sancionou Amalia Margarita Romero Moreno e Liliana Orozco Romero, ligadas ao Gorditas Chiwas, bem como outras seis pessoas.
O destaque fica para Jesus Gonzalez Penuelas, tido como responsável pela produção e distribuição de metanfetamina e heroína para os EUA desde 2007, também sendo apontado como um grande distribuidor de cocaína e fentanil.
Em 2024, o DEA (Agência Federal Antidrogas dos EUA) ofereceu uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à prisão de Gonzalez Penuelas.
Já Luis Arnulfo Moreno Zamora e Baltazar Saenz Aguilar são citados como supervisores da lavagem de dinheiro do cartel, responsáveis pelo transporte de grandes quantias em espécie entre os países. Os outros membros também estariam envolvidos no esquema.
“Como resultado da ação de hoje, todos os bens e interesses em bens das pessoas designadas ou bloqueadas descritas acima que estejam nos Estados Unidos ou sob posse ou controle de pessoas dos EUA estão bloqueados e devem ser reportados à OFAC.”
“Além disso, quaisquer entidades que sejam de propriedade, direta ou indireta, individualmente ou em conjunto, em 50% ou mais por uma ou mais pessoas bloqueadas também estão bloqueadas”, explicaram as autoridades americanas.
O caso mostra como os EUA estão acompanhando as novas maneiras de movimentação do dinheiro.
