Polícia Federal investiga falso day trader após sumiço de milhões

Ao oferecer rendimentos de até 15% ao mês, homem teria captado dinheiro de pessoas em todo Brasil.

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Falso trader dá golpe no Brasil
Sergio Pinz Engelsdorff/Reprodução-BalançoGeralGO

Um falso trader de ações na Bolsa de Valores é investigado pela polícia federal e Ministério Público no Brasil. As suspeitas são que o golpe teria lesado milhares de pessoas e superado os R$ 70 milhões.

Morador da cidade de Joinville, em Santa Catarina, Sérgio Pinz Engelsdorff é ex-servidor da Caixa Econômica Federal. Ele teria sido demitido do banco após ser descoberto em um crime de peculato ao usar dinheiro de correntistas para pagamento de dívidas pessoais.

Após essa demissão, o homem teria iniciado sua jornada em atividades suspeitas, segundo uma reportagem do Balanço Geral de Goiás. A última, finalizada em 2019, teria assim deixado um rastro de golpes pelo Brasil.

Ao parar de pagar os rendimentos prometidos, Sérgio teria sumido dos investidores. Nos últimos anos, Sérgio pode ter sido um fundador de vários esquemas de pirâmides financeiras no país.

Rede de captadores para golpe é investigada pela polícia após sumiço de falso trader

Segundo o delegado Antônio Franklin de Souza Firmeza, Sérgio Pinz Engelsdorff vinha atuando desde 2016. No início, Sérgio captou principalmente servidores públicos para supostos investimentos em bolsa de valores.

O delegado apontou que Sérgio oferecia duas formas de ganhos para seus clientes. Na primeira, os clientes poderiam ter ganhos mensais, sendo a segunda ganhos com data definida.

Com o passar do tempo, o falso trader passou a captar investidores em igrejas. Uma empresária de Goiânia falou com a reportagem do Balanço Geral de Goiás que investiu quase R$ 200 mil. Ela teria conhecido Sérgio através de uma amiga da igreja.

Outro investidor do negócio, Lucas Vinícius Mendes Campos afirmou para a reportagem que também conheceu Sérgio por amigos de igreja. Com vários conhecidos participando do negócio, inclusive pastores, Lucas pode ter perdido até R$ 70 mil no esquema.

As investigações apontam que Sérgio tinha uma rede de captadores, em todo o Brasil. As principais vítimas, de acordo com o advogado Fernando Henrique Barbosa, estão em estados do Norte, Nordeste e Sul do país.

Justificativa dos altos retornos do falso trader era de supostas informações privilegiadas

Ao se apresentar aos possíveis investidores, mostrava ser um homem de sucesso na bolsa. Era comum ver o suposto trader em locais de luxo e com roupas caras. Além disso, Sérgio afirmava ter trabalhado por 28 anos no Banco do Brasil.

Dessa forma, Sérgio afirmava ter uma rede de contatos que lhe repassavam informações privilegiadas para operar na bolsa. Apesar de ser uma prática proibida o uso de informações privilegiadas para operar na bolsa, Sérgio captou inúmeros clientes com essa narrativa.

Eram oferecidos rendimentos de 10,2% ao mês, em contratos assinados com clientes. Em outros casos, Sérgio oferecia rendimentos entre 15 e 17%. Alguns clientes aportaram milhões no possível esquema de pirâmide financeira.

No entanto, os clientes já estão sem receber os rendimentos prometidos desde setembro de 2019. Outros receberam até dezembro, mas em 2020 o falso trader não foi mais visto.

Inquérito na polícia civil de Santa Catarina foi levado à justiça federal

A pedido do Ministério Público, a polícia civil de Santa Catarina abriu inquérito para apurar o possível golpe. Contudo, como o suspeito se passava por investidor da bolsa de valores, o caso foi para a justiça federal.

Hoje, o caso está sendo investigado pela polícia federal e MPF, que apura crime contra o sistema financeiro nacional. Cabe o destaque que Sérgio operou sem autorização da CVM no país. De acordo com o Balanço Geral de Goiás, Sérgio não é mais visto em Joinville.

Segundo o advogado Fernando Barbosa, que hoje cuida da defesa de quase 500 vítimas, Sérgio chegou a operar ações, usando a corretora Genial Investimentos. Contudo, com o crescimento da fraude, ele teria começado a operar a distribuição de renda dos investidores novos, ou seja, um esquema de pirâmide.

Sérgio captava no mínimo R$ 10 mil dos investidores. Com as investigações, ele é acusado de estelionato, lavagem de dinheiro e possível organização criminosa, afirmou o delegado da PC-SC.

Foi protocolada nos últimos dias então uma ação criminal contra Sérgio Pinz na Justiça de Joinville. Além disso, uma segunda ação na área cível deve ser protocolada nos próximos dias no estado de Goiás.

As ações nos dois estados são propostas pelo advogado Fernando Henrique Barbosa, do escritório Carvalho Diniz e Barbosa Advogados. Por fim, ele estima que o golpe seja na casa de R$ 70 milhões, com investidores de todo o Brasil.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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