Após pressão, Grupo Bitcoin Banco apresenta 7 mil bitcoins para a Justiça

O sumiço das criptomoedas foi apontado mês passado pela EXM Partners, administradora judicial do grupo.

Dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB), Claudio Oliveira
Dono do Grupo Bitcoin Banco, Claudio Oliveira Imagem: Reprodução/YouTube

Depois de semanas turbulentas, que renderam até ameaças a jornalistas, o dono do Grupo Bitcoin Banco, Claudio Oliveira, apresentou para a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Curitiba (PR) a “paper wallet” com os 7 mil bitcoins (R$ 385 milhões, na cotação de hoje) “pulverizados” pela empresa no início do ano.

Segundo comunicado da EXM Partners enviado à Justiça, as criptomoedas foram apresentadas na sexta-feira (15), em reunião na sede da empresa, na capital paranaense.

Além do administrador judicial da EXM, participaram da entrega um perito nomeado pela juíza, um profissional especializado em tecnologia e representantes jurídicos do conglomerado.

Na reunião, segundo nota do Grupo Bitcoin Banco, a empresa também apresentou as chaves de recuperação da “paper wallet”. “Ficou definido que os endereços das chaves pública e privada, bem como o saldo, devem permanecer em segredo de Justiça”.

Ex-rei do bitcoin decidiu apresentar os bitcoins

Foi Oliveira – até então conhecido como rei do bitcoin – que se prontificou a provar que os bitcoins ainda estão sob o guarda-chuva da empresa. Na semana passada, a juíza Mariana Gluszcynski Fowler Gusso deu três dias para o empresário provar a existência das criptomoedas.

Alguns advogados também pressionaram Oliveira e a Justiça. Um deles sugeriu a prisão do ex-rei do bitcoin, caso as critptomoedas não fossem apresentadas o mais rápido possível.

Maio foi um mês turbulento para empresa de ex-rei do bitcoin

Desde o início deste mês, o Grupo Bitcoin Banco vem passando por dias turbulentos. Isso porque a EXM Partners, em seu relatório mensal de atividades, informou que a empresa havia sumido com 7 mil bitcoins sem dar qualquer explicação.

A afirmação da administradora judicial gerou uma enxurrada de petições de advogados, que pediram a busca e a apreensão das moedas. Até o antigo diretor-jurídico da empresa, Ismair Couto, se manifestou.

A “cereja do bolo”, no entanto, foi o relatório da Polícia Civil sobre o suposto golpe que a empresa afirmou ter sofrido em maio do ano passado. No documento, o delegado José Barreto de Macedo Júnior, do Nuciber (Núcleo de Combate ao Cibercrime), informou que decidiu encerrar a investigação porque o Bitcoin Banco pode ter inventado a fraude para não pagar os investidores.

Por causa dos percalços, o ex-rei do bitcoin divulgou – na semana passada – um áudio xingando jornalistas que cobrem o segmento de criptomoedase e criticando o relatório da Polícia Civil. Ele disse que o delegado pode ter sido influenciado pelas notícias negativas publicadas pela mídia especializada.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).

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