“HODLers de bitcoin vão descobrir da pior maneira enquanto assistem ouro valorizar”, diz Schiff

Peter Schiff indicou que quem segura o bitcoin no longo prazo corre muito risco para pouco retorno

Comemorando a alta do ouro com seus milhões de seguidores, Peter Schiff voltou a criticar os investidores de longo prazo do bitcoin (os Hodlers, como diz um antigo meme da comunidade). A sua publicação ocorreu no X em sua conta na quinta-feira (29), após o ouro registrar nova rodada de valorizações históricas.

Conforme análise do lendário defensor do metal, uma unidade de bitcoin custava 14 onças de ouro no seu topo histórico de 2017.

Contudo, no atual cenário de mercado, 1 BTC custaria mais de 16 onças troy de ouro, o que mostra na visão de Schiff uma baixa valorização da moeda digital em relação ao metal.

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Ponderando o cenário, ele reconhece que o ganho de 12% do Bitcoin sobre o ouro em nove anos daria um retorno médio de 1,3% ao ano.

Ou seja, um retorno muito baixo para um risco muito alto em sua visão. Assim, ele acredita que os HODLers ainda vão descobrir que tudo não valeu a pena com a nova queda do bitcoin e a alta do ouro, que ele acredita que deverá continuar.

“Em 2017, no seu pico de quase US$ 20 mil, o Bitcoin valia 14,25 onças de ouro. Hoje, vale 16 onças. Isso representa um ganho de 12% em nove anos. Será que valeu a pena correr o risco para superar o ouro em apenas 1,3% ao ano? Os investidores de longo prazo (HODLers) descobrirão da pior maneira possível, à medida que o Bitcoin despencar e o ouro continuar a subir.”

Análise de defensor do ouro indica que ganhos do bitcoin não compensam em relação ao ouro
Análise de defensor do ouro indica que ganhos do bitcoin não compensam em relação ao ouro (Foto/X).

Mesmo com apoio de Trump e Wall Street, investidores de bitcoin teriam lucrado mais se tivessem ouro

Seguindo em sua luta para acabar com a imagem do bitcoin como uma reserva de valor, Schiff ainda declarou que nem o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, ajudou os investidores de longo prazo do bitcoin.

Ele acrescentou em outra publicação no X também na quinta que Wall Street também tem apoiado o bitcoin. Mesmo assim, quem comprou ouro ou prata tem registrado um lucro melhor do que os investidores de bitcoin.

O Bitcoin agora vale apenas 15,5 onças de ouro, uma queda de 57% em relação à sua máxima de 2021 e apenas 10% acima da máxima de 2017. Apesar de toda a propaganda e do apoio de Wall Street e do governo Trump, a maioria das pessoas que agora possuem Bitcoin teria se saído melhor comprando ouro ou prata“, disse.

Presente em El Salvador para o evento Plan B da comunidade bitcoiner mundial, ele segue mostrando que não acredita no bitcoin.

Bitcoin registra pior cotação de 2026, janeiro fecha em baixa e ouro começa a cair

Enquanto muitos observam as visões críticas ao bitcoin, fato é que o preço do BTC registra sua pior cotação de 2026, ao cair para US$ 81 mil na quinta-feira (29). Nesta sexta-feira (30), a cotação de US$ 83 mil mostra que janeiro deve registrar uma nova queda mensal para a maior moeda digital.

Já o ouro, que chegou a custar US$ 5,45 mil por unidade na quinta, também desacelera os ganhos de janeiro, custando US$ 4.874,00 nesta sexta. De qualquer forma, o metal deve fechar novamente em alta no primeiro mês do ano.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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