JPMorgan cita que Bitcoin concluiu teste com sucesso

Análise do grande banco foi compartilhada pela Bloomberg!

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Banco dos EUA JPMorgan - Reprodução/Flickr

A relação dos bancos com o Bitcoin não é assim tão amistosa, mas os ventos têm mudado no JPMorgan. De fato, como a maior moeda digital do mundo foi criada para substituir o sistema financeiro tradicional, seria normal os bancos terem o pé atrás com essa tecnologia.

Mesmo assim, o Bitcoin já completou onze anos de existência, desde sua fundação em 2009. Com isso, tem demonstrado um crescimento sustentável e já foi considerado por alguns como um ouro digital.

Nessa perspectiva, o Bitcoin encara em 2020 a sua primeira grande crise econômica, impulsionada pelo novo coronavírus (COVID-19). Por sua comparação com o ouro, era esperado que a moeda digital certamente tivesse um comportamento de proteção de portfólios, ou seja, fosse um hedge para investidores.

“Na adolescência”, Bitcoin passa no teste com sucesso, afirma relatório do JPMorgan

Uma das referências em inteligência e informações para o mercado financeiro global é a Bloomberg. Com milhares de ferramentas e notícias dos mercados compartilhadas diariamente, a Bloomberg tem monitorado de perto também o Bitcoin.

Em outro ponto, o Bitcoin que é mantido por uma rede descentralizada e não tem relação com empresas é acompanhado de perto por bancos. Um deles é o JPMorgan, que antes tinha em seu CEO, Jamie Dixon, um dos principais críticos do Bitcoin.

Contudo, de acordo com a Bloomberg, o Bitcoin agora tem sido exaltado pelo gigante banco. Isso porque, nos últimos dias o JPMorgan fez um relatório sobre o comportamento de diversos ativos e ações durante a pandemia do novo coronavírus.

O período analisado foi de março, quando a maior parte dos ativos tiveram uma imensa desvalorização. Naquele mês, por exemplo, o Bitcoin registrou uma das principais quedas de sua história, quando caiu mais que 40% de valor em menos de 24 horas.

Em um relatório do JPMorgan recente, o trabalho foi de comparar o desempenho do Bitcoin com outros ativos. Intitulado “A criptomoeda faz seu primeiro teste de estresse: ouro digital, pirita ou algo parecido?“, os analistas tiveram o trabalho de analisar seu desempenho de preço no mercado.

Preço do Bitcoin tem mais especulação que reserva de valor

Ainda que a análise sobre o desempenho do Bitcoin pelos analistas do JPMorgan tenha sido positiva, ainda houve ressalvas. De acordo com o estudo, a recuperação do Bitcoin teria sido mais movida por um comportamento de especulação do que de reserva de valor.

Além disso, os analistas apontaram que o preço do Bitcoin teve um comportamento parecido com ações. Neste ponto, o Bitcoin poderia ser considerado um ativo de risco, apontou os analistas do banco.

O que chamou atenção dos estrategistas do JPMorgan é que a moeda digital tem apenas onze anos. Ou seja, esse foi o primeiro “teste de estresse” pelo qual atravessou, saindo melhor que muitos ativos, como ações, moedas, títulos do tesouro e até ouro. Os analistas apontaram que a estrutura do mercado de criptomoedas é mais resistente, ao considerar liquidez e volatilidade.

De acordo com a Bloomberg, o que chamou atenção do JPMorgan foi que o Bitcoin teve sim uma queda violenta. Entretanto, sua recuperação foi muito mais rápida que dos demais mercados, mostrando que a moeda digital passou no primeiro teste com sucesso.

Início de semana novamente em queda, preço do Bitcoin vai derreter?

O preço do Bitcoin novamente passou por testes de crise na última semana, quando novamente os índices de bolsas de valores recuaram. No Brasil, por exemplo, a Ibovespa encerrou uma sequência de altas, e o dólar voltou a valorizar frente ao real, ultrapassando novamente os R$ 5.

Com um cenário novamente perturbado por visões pessimistas com o novo coronavírus, o Bitcoin novamente viu uma desvalorização. Dessa forma, nos últimos sete dias o Bitcoin já perde 6% de valor no mercado.

Sua cotação hoje é de U$ 9125, após cair mais que 3% nas últimas 24 horas. Em reais, o preço do Bitcoin já chega em R$ 45 mil, valor que não era visto desde abril de 2020. Caso o Bitcoin siga a análise do JPMorgan, caso uma nova onda da crise chegue aos mercados, pode ser sair bem ou ter uma recuperação mais rápida que demais ativos.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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