Loja automotiva tem contas bancárias roubadas por hackers da Bahia e Rio Grande do Sul e operação encontra rastros em criptomoedas

Polícia Civil deflagrou a "Operação Bad Fish" para desarticular quadrilha que usava táticas de phishing para invadir empresas

A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT), em uma ação conjunta com as corporações da Bahia (PCBA) e do Rio Grande do Sul (PCRS), deflagrou a Operação “Bad Fish”.

O objetivo da força-tarefa é reprimir e desarticular um grupo criminoso especializado em furtos qualificados por meio de fraudes eletrônicas.

O alvo dos hackers foi uma empresa do ramo de peças automotivas localizada na cidade de Cuiabá.

🛡️Aprenda a proteger seus bitcoins sem depender de terceiros. 👉 Treinamento de auto custódia. 🟠Receba consultoria em Bitcoin com os maiores especialistas do mercado.

De acordo com as investigações, os criminosos conseguiram invadir os dispositivos eletrônicos da loja e causar um prejuízo financeiro direto de aproximadamente R$ 34 mil à vítima.

A isca do ‘phishing’ e a invasão bancária

A operação policial foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI). Os agentes de segurança descobriram que a quadrilha utilizava uma técnica cibernética conhecida como “phishing” para enganar os alvos e roubar dados sensíveis.

Esse golpe virtual consiste no envio massivo de mensagens falsas por e-mail, SMS, links patrocinados ou redes sociais.

Os criminosos se passam por fontes confiáveis, como bancos, operadoras de telefonia ou grandes empresas de tecnologia (big techs), para “pescar” senhas e credenciais de acesso das vítimas.

No caso da empresa de Cuiabá, o grupo conseguiu capturar as credenciais bancárias verdadeiras da loja automotiva.

Com essas informações restritas em mãos, os hackers acessaram o sistema de internet banking e realizaram diversas transferências de valores diretamente para contas pessoais controladas pelos membros da quadrilha.

Lavagem de dinheiro com criptomoedas e prisões

Para dificultar o rastreio do dinheiro roubado pelas autoridades, os criminosos recorreram ao mercado descentralizado de ativos digitais. A investigação apurou que parte dos valores subtraídos da empresa foi rapidamente convertida em criptomoedas.

Essa tática de conversão visa ocultar o patrimônio obtido de forma ilícita, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro no ordenamento jurídico brasileiro.

Durante a ofensiva policial, deflagrada na última quinta-feira (12), foram cumpridas oito ordens judiciais expedidas pelo Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.

A ação resultou em três mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão nas cidades de Vitória da Conquista (BA) e Portão (RS).

A justiça também determinou a quebra do sigilo de dados telemáticos e o bloqueio imediato de valores depositados nas contas bancárias dos suspeitos.

Com o avanço do inquérito, os alvos da operação serão indiciados pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Compre Bitcoin e criptomoedas no maior banco de investimentos da América Latina. Acesse Mynt.com.br

👉Entre no nosso grupo do WhatsApp ou Telegram| Siga também no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google News.

Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

Últimas notícias