Maior mercado negro do mundo deixa de aceitar Bitcoin

Monero passou a ser a criptomoeda preferida entre diferentes atividades, principalmente as ilegais

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Os mercados negros encontrados na dark web sempre foram adeptos ao Bitcoin como forma de pagamento, contudo, há pelo menos 3 anos as coisas estão mudando e recentemente o maior deles deixou de aceitar o Bitcoin e começou a dar preferência para a Monero.

O White House Market, um dos mercados mais conhecidos atualmente na darknet, anunciou que vai deixar de dar suporte ao Bitcoin como forma de pagamento e que a partir de agora aceitará apenas Monero (XMR).

De acordo com um comunicado feito através do Twitter atribuído ao mercado, a plataforma não aceitará mais Bitcoin porque o Morphtoken, uma API que realizava a conversão de BTC para XMR passou a bloquear acesso a partir de nodes da TOR (The Onion Router).

“A solução utilizando Bitcoin era apenas para ajudar a transição para o XMR e até onde nós sabemos, ela acabou. Sendo assim, nós estamos apenas aceitando Monero”

A ideia do mercado negro sempre foi utilizar Monero como moeda principal, não o Bitcoin. O motivo para isso é bem simples, já que a XMR é uma criptomoeda completamente focada na privacidade, não sendo possível rastrear o endereço de saída ou de entrada das transações.

Sendo assim, é fácil de entender porque um mercado negro, principalmente um tão notório, tenha preferência pelo uso das criptomoedas que dificultam qualquer tipo de identificação. Dentre todas que possuem essa característica, a Monero é mais antiga e consolidada no mercado.

Outros mercados do tipo ainda oferecem suporte para o Bitcoin, mas com o líder do mercado deixando o BTC de lado, podemos ver uma movimentação similar nas outras plataformas.

Monero passa a substituir o Bitcoin em diferentes áreas

É curioso, e vale ressaltarmos, que esse não foi o primeiro sinal de que a Monero passou a ser preferida entre diferentes atividades, principalmente as ilegais. Recentemente, golpes de Ransomware passaram a adotar a moeda com foco em privacidade no lugar do Bitcoin. 

Enquanto isso aumenta os casos de uso da Monero, ela pode atrair a atenção dos reguladores, que há um tempo já tentam encontrar maneiras de rastrear as transações na rede do ativo. 

A Monero está saindo na frente da concorrência quando o assunto é privacidade em suas transações.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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