Ex-diretor do FBI diz que é mais fácil rastrear criptomoedas do que dinheiro de papel

De acordo com Grigg, a blockchain na verdade é muito mais transparente e com uma velocidade de acesso maior que o sistema bancário, o que permite que as autoridades sigam o caminho do dinheiro com mais facilidade.

Enquanto muitos acreditam que a blockchain oferece segurança e privacidade para quem quer fazer transações, um ex-diretor do FBI afirma que é mais fácil rastrear criptomoedas do que rastrear dinheiro de papel.

Infelizmente, da maneira como a maioria das criptomoedas funciona hoje, sua identidade como contraparte é muito mais facilmente verificada em comparação com o uso de canais bancários tradicionais ou dinheiro, segundo uma entrevista de Gurvais Grigg, ex-diretor do FBI, à CNBC.

Citando o whitepaper do Bitcoin o artigo cita que Nakamoto falou especificamente sobre como o “modelo bancário tradicional” mantinha a privacidade “limitando o acesso às informações das partes envolvidas”, com isso, a blockchain elimina a necessidade de um intermediário de confiança e aumenta a privacidade.

O artigo também diz que o “bitcoin falhou”, com as plataformas de criptomoedas e DeFi agora mais vulneráveis ​​a violações de privacidade e hackers do que os bancos tradicionais.

Bitcoin mais fácil de rastrear do que dinheiro

De acordo com Grigg, a blockchain na verdade é muito mais transparente e com uma velocidade de acesso maior que o sistema bancário, o que permite que as autoridades sigam o caminho do dinheiro com mais facilidade.

“Ao contrário de outras formas de fraude em moeda fiduciária, com criptomoeda na blockchain… há um registro… e essa transparência e velocidade de acesso a esse registro globalmente faz com que as investigações desses tipos de fraude acelerem em relação às finanças tradicionais.”, disse Grigg em entrevista.

Com o comentário do ex-diretor do FBI sobre a facilidade de rastrear as criptomoedas, Ng pergunta se não é hora de começar a se questionar se o mercado não se afastou de sua visão original.

“Já é hora de os entusiastas de blockchain fazerem esta pergunta: os principais princípios subjacentes ao design do bitcoin – privacidade, prova de fraude, não inflacionário – foram completamente destruídos pelos operadores de blockchain de hoje?”

Como argumento, ele também usou a recente onda de perdas sofridas por exchanges de criptomoedas e carteiras digitais devido a hackers, tal como o efeito dominó causado pela queda da Luna.

Ele também citou o recente hack da Binance, onde um exploiter minerou um grande valor de criptomoedas e “criou dinheiro do nada”.

“Tal cenário era precisamente o que Satoshi queria evitar quando criou o bitcoin. Em uma longa seção intitulada Cálculos, ele descreveu especificamente a prova matemática de por que seu projeto não ‘abriria o sistema a mudanças arbitrárias, como criar valor do nada’ou receber dinheiro que nunca pertenceu ao invasor’.”

Com isso, o artigo conclui com: A blockchain e as criptomoedas realmente tornaram o mundo mais justo e livre da autoridade central? Ou voltamos à estaca zero? 

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Matheus Henrique
Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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