Marina Silva utilizando blockchain da DECRED para deixar transparente o financiamento coletivo de sua campanha eleitoral

Marina vai utilizar a plataforma da Voto Legal.

Siga no

Marina Silva é a primeira pré-candidata à presidencia do Brasil a utilizar blockchain para deixar transparente doação eleitoral. A iniciativa é um movimento contra a corrupção em campanhas eleitorais. Marina vai utilizar a plataforma da Voto Legal.

Voto Legal é um projeto que usa a tecnologia Blockchain da DECRED para permitir que o financiamento de campanha eleitoral seja transparente e que todas as transações realizadas sejam rastreadas e fiquem disponíveis para o cidadão.

“A Voto Legal é uma plataforma de software livre homologada pelo TSE. Todas as doações serão registradas na blockchain da DECRED com objetivo de garantir a autenticidade das transações, promovendo a confiabilidade no processo de doação eleitoral.”

A lista de pré-candidatos à Presidência já conta com vários nomes conhecidos pelos eleitores brasileiros, muitos já desistiram de concorrer, como o apresentador Luciano Huck, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e o presidente Michel Temer.

Todos os demais que já anunciaram a intenção de disputar o pleito têm importantes obstáculos a superar até o início da campanha.

Até o momento, poucos se pronunciaram à respeito das criptomoedas. O pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, João Amoêdo, disse que pretende trazer mais concorrência para o mercado dos cartórios, utilizando blockchain.

Em Abril, Eduardo Bolsonaro fez um comentário que sustenta uma posição favorável ao Bitcoin.

Agora, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, que foi a terceira colocada em 2014, quando recebeu cerca de 20 milhões de votos, Marina Silva, que também ocupa a terceira posição nas pesquisas com Lula e Bolsonaro para as eleições de 2018, lançou uma plataforma de financiamento coletivo para sua campanha nesta terça-feira (17).

No site, podem ser feitas doações de valores a partir de R$ 10, que podem ser pagos com cartão de crédito ou boleto bancário.

Em nota, a sigla de Marina destaca que, enquanto os três maiores partidos brasileiros vão receber mais de um terço do Fundo Eleitoral de R$ 1,7 bilhão deste ano, a Rede receberá apenas 0,62%, o que representa cerca de R$ 10 milhões. Desse total, metade será direcionada pelo partido à campanha da pré-candidata.

Desde 2015, empresas não podem mais doar para campanhas eleitorais. Esta será a primeira eleição presidencial com a nova regra. “O teto de gastos estipulado em R$ 70 milhões para campanhas presidenciais reforça a promessa de uma competição menos desigual e a importância das doações de pessoas comuns”, destaca a nota do partido.

Marina não é a única postulante à Presidência com uma plataforma de financiamento. O ex-presidente (e atual presidiário) Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT, também tem uma campanha para receber doações na internet. João Amoêdo (Novo), Alvaro Dias (Podemos), Manuela D’Ávila (PCdoB), Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT) também têm suas plataformas, mas não estão usando blockchain da Decred (Ainda).

A plataforma utilizada por Marina, Voto legal, é livre e aberta, é promovida pelo MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral) em parceria com o APPCIVICO.

Com ela os eleitores podem se informar sobre o histórico e perfil de cada candidato ou candidata, suas principais propostas e custos estimados de campanha, assim como realizar doações diretamente na conta da campanha de cada um e monitorar a sua prestação de contas.

O Voto Legal não é só um site, é um sistema de transferência de recursos – financeiros ou não – para permitir que a própria sociedade financie eleições. A empresa também atuou em outras eleições e hospeda a vaquinha de pré-candidatos da Rede como o senador Randolfe Rodrigues (AP), que tenta se reeleger, e o ator Wellington Nogueira (SP), postulante a deputado federal.

A maioria dos candidatos que já aderiram ao Voto Legal nas eleições municipais estavam em partidos pequenos, fora dos grandes esquemas de financiamento, seja na esquerda ou na direita: Rede, PSOL, Partido Novo.

A proibição da doação por empresas não acaba com um problema histórico: o caixa 2. A maior parte do dinheiro corre por fora, clandestina. E o caixa 2 não vai acabar.

Blockchain da DECRED vai ajudar trazer transparência para as campanhas de financiamento coletivo e permitir que os eleitores possam auditar as doações.

A meta inicial de Marina é conseguir R$ 100 mil para realizar eventos em cinco capitais e divulgar suas propostas. Uma segunda meta é alcançar R$ 200 mil para o que a campanha chamada de combate a “mentiras, acusações levianas e notícias falsas” de adversários.

No primeiro dia da vaquinha, no momento da redação deste artigo, Marina já havia  arrecadado cerca de R$ 31 mil. As doações podem ser vistas no site: https://doemarina.com.br/

Leia Também: 10 motivos pra manter o olho na Decred

Leia mais sobre:
Mateus Nunes
Mateus Nuneshttps://livecoins.com.br
Analista de Sistemas, entusiasta de criptomoedas e blockchain. Tradutor do site Bitcoin.org Sugestão de pauta: mateus@livecoins.com.br
Confronto entre Bitcoin e Dólar BTC USD hoje preço

Bitcoin volta a subir após EUA aprovar pacote de estimulo de US $ 1,9...

Depois de vários dias em queda, o Bitcoin voltou a ser negociado acima de US $ 50 mil neste domingo (7). A moeda digital...
Comprar Cardano

Cardano e proteção de animais silvestres

Como holder da Cardano, você provavelmente está interessado em delegar suas ADAs a uma pool pra receber uma renda passiva. Resumindo, você está interessado em...

Empresa chinesa de capital aberto compra Bitcoin e Ethereum

A Meitu, uma empresa chinesa de capital aberto com valor de mercado de US $ 12 bilhões, comprou US $ 40 milhões em Bitcoin...

Cotação do Bitcoin por TradingView

Últimas notícias

Cardano e proteção de animais silvestres

Como holder da Cardano, você provavelmente está interessado em delegar suas ADAs a uma pool pra receber uma renda passiva. Resumindo, você está interessado em...

Empresa chinesa de capital aberto compra Bitcoin e Ethereum

A Meitu, uma empresa chinesa de capital aberto com valor de mercado de US $ 12 bilhões, comprou US $ 40 milhões em Bitcoin...

Len Sassaman pode ter sido o criador do Bitcoin

Um cypherpunk especialista em criptomoedas poderia ser o criador do Bitcoin, de acordo com um extenso artigo publicado no início de fevereiro de 2021, por...

John McAfee é indiciado por golpe com criptomoedas

O empresário de tecnologia e ex-magnata do antivírus John McAfee foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) por lavagem de dinheiro...

Desenvolvedores do Ethereum aprovam proposta para reduzir taxas

Depois de muita discussão pública e aprovação dos mineradores, os desenvolvedores do Ethereum aprovaram o mercado de taxas proposto pela EIP-1559, prevista para ser...