O Méliuz (B3: CASH3) avançou em sua estratégia financeira no mercado de capitais brasileiro nesta semana e retirou de circulação 4.985.000 ações negociadas na bolsa de valores, ao recomprar os papéis.
A diretoria executiva executou a operação por meio de contratos de derivativos com parceiros comerciais. O volume enxugado representa pouco mais da metade da meta do programa de recompra aprovado no ano anterior.
O conselho de administração foca na redução do número de cotas ativas para beneficiar os acionistas da companhia. Assim, a tática corporativa possui um efeito direto na distribuição do patrimônio digital da marca.
Bitcoin Yield Ajustado do Méliuz cresce com estratégia
O reflexo dessa manobra contábil aparece em um indicador financeiro novo para o mercado tradicional. O Méliuz registrou um “Bitcoin Yield Ajustado” de 4,38% em um intervalo de três meses.
A métrica traduz a relação entre o tesouro em BTC da empresa e o total de ações disponíveis no mercado. Quando a companhia recompra e cancela seus próprios papéis, a fatia de Bitcoin por acionista cresce sem a necessidade de compras de novas moedas.
A gestão financeira entregou uma taxa mensal de 1,23% nesse indicador de performance. O cálculo ajustado ignora as ações recolhidas no programa e considera apenas os papéis em livre negociação nas mãos dos sócios.
Tesouraria no positivo
A tese de investimento da empresa ganha clareza com a análise do balanço corporativo atual. O Méliuz guarda 604,69 Bitcoins em seus cofres de tesouraria institucional.
Esse saldo em ativos digitais equivale a cerca de R$ 212,3 milhões na cotação atual de mercado. A estrutura de capital da companhia conta ainda com R$ 67,3 milhões em moeda fiduciária para despesas de rotina.
A soma desses ativos líquidos chega perto da marca de R$ 280 milhões em recursos prontos para uso. O modelo de negócios da empresa sustenta a operação com dinheiro próprio e dispensa o uso de alavancagem bancária.
Vale lembrar que o Méliuz foi a primeira companhia brasileira a anunciar sua estratégia de Bitcoin Treasury, em 2025. A tese de inspiração veio dos EUA, da companhia Strategy (ex-MicroStrategy), do bilionário Michael Saylor.
