Menos de 1% do total de bitcoins existentes é usado em crimes, diz estudo

O valor não é apenas irrisório, mas esse é um dado que se manteve consistente nos últimos anos, mostrando que o Bitcoin está longe de poder se considerado uma moeda “criminosa”.

Promotor realiza minicurso sobre crimes com criptomoedas

Uma das principais narrativas para aqueles que são contrários ao Bitcoin (incluindo o governo) é que o ativo digital é muito utilizado em atividades ilegais e no financiamento do crime.

No entanto, essa é uma informação que não poderia estar mais errada, já que um recente estudo apontou que menos de 1% das transações de Bitcoin foram usadas em atividades ilícitas.

De acordo com dados da Elliptic, que realizou um estudo sobre o influxo de Bitcoin em diferentes mercados. De acordo com os achados da empresa, publicados no The Block, menos de 1% de todo o volume do Bitcoin foi usado em atividades ilegais como o mercado negro, ataques de ransonware e fraudes financeiras.

O valor não é apenas irrisório, mas esse é um dado que se manteve consistente nos últimos anos, mostrando que o Bitcoin está longe de poder se considerado uma moeda “criminosa”.

A Elliptic disse ter calculado o valor em dólares do Bitcoin diretamente ligado a todas as entidades ilícitas em sua base de dados desde 2012, com dados mensais sobre essas transações.

Os dados informados mostram que, durante o começo do estudo nos mercados ilegais, 35% do volume de negociação do Bitcoin estava em atividades ilegais. Esse foi um período em que o infame Silk Road ainda estava ativo e tinha muita atividade com o Bitcoin.

Percentual de bitcoin ligado ao crime. Imagem: Elliptic
Percentual de bitcoin ligado ao crime. Imagem: Elliptic

Com isso, temos uma queda constante desde então, motivada não apenas pelas leis anti-lavagem de dinheiro, mas também por que o ecossistema das criptomoedas como um todo vem evoluindo.

Com a adoção que o Bitcoin teve nos últimos anos, é normal que grande parte do volume venha de atividades legais e até mesmo empresas reconhecidas.

“Existe uma clara queda. Eu acho que isso vem da introdução de regulamentações de AML, o trabalho de investigação das entidades da lei, e os esforços das exchanges de criptomoedas e outras empresas – assim como o aumento da especulação como o uso principal das criptomoedas.”, disse Tom Robinson, cofundador e chefe de pesquisa da Elliptic, ao The Block.

Bitcoin não é a moeda do crime

Esses dados reforçam ainda mais aquilo que grande parte da criptoeconomia já sabe, o Bitcoin está longe de ser considerado uma moeda usada por criminosos. Essa é uma informação errada que até mesmo grandes nomes políticos, como Donald Trump, acreditam.

No entanto, vemos que o Bitcoin está cada vez menos sendo usado para tais atividades, enquanto ele passa a ser mais usado como investimento ou até reserva de valor.

Na contramão disso, é impossível saber qual é a quantidade de moeda fiduciária utilizada em atividades ilegais. Não há como rastrear o uso de moedas fiduciárias em atividades ilegais. A blockchain do Bitcoin é transparente e à prova de fraudes.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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