Mercado financeiro prevê recuo de 6,25 % no PIB brasileiro

O relatório do BC estima que a inflação em 2020 deve ser de 1,55%. Na semana passada, a projeção foi de 1,57%. Com a queda de hoje, o país registra a 12º retração consecutiva no ano.

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Foto: Isac Nóbrega/Agência Brasil

Na semana em que o Brasil registrou o maior número de casos e mortes por causa do coronavírus, o mercado financeiro fez uma previsão ainda mais pessimista para o futuro da economia nacional.

Segundo o boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (1º), a previsão é de retração de 6,25% do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2020, ante a estimativa de redução de 5,89% divulgada na semana passada.

O mesmo relatório, que é divulgado toda semana pelo BC, também fez novas projeções para dólar, Selic (taxa básica de juros) e inflação brasileira.

Dólar deve fechar a R$ 5,40, segundo relatório

A previsão dos analistas consultados pelos BC é que a moeda norte-americana deve terminar o ano valendo R$ 5,40. É a mesma previsão divulgada na semana passada (R$ 5,40).

Corretoras de valores são mais pessimistas em relação à desvalorização do real frente ao dólar. Algumas prevêem que a moeda estrangeira chegue a R$ 6 ainda neste ano; outras falam em R$ 6,50.

Boa parte dos especialistas afirma que o real tem perdido valor não só por causa dos efeitos da pandemia do coronavírus, mas também por causa da instabilidade política vivida no país.

Nesta segunda-feira, a moeda dos Estados Unidos é cotada em R$ 5,34.

Projeção da inflação cai pela 12ª semana consecutiva

O relatório do BC estima que a inflação em 2020 deve ser de 1,55%. Na semana passada, a projeção foi de 1,57%. Com a queda de hoje, o país registra a 12º retração consecutiva no ano.

A previsão da inflação está abaixo da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que é de 4% em 2020.

Expetativa da Selic é de 2,25%

Já no caso da Selic, a expectativa dos economistas ouvidos pelo BC é que a taxa básica de juros feche 2020 em 2,25%, a mesma previsão registrada no relatório da semana passada. Atualmente, a taxa está em 3% ao ano.

Cleverson Pereira, professor de Cenários Econômicos do Centro Universitário Internacional Uninter, de Curitiba (PR), acredita que uma queda ainda maior pode ocorrer por causa do coronavírus.

“Acredito em uma estabilidade a partir de agora, mas não descarto quedas em virtude do cenário incerto que a pandemia ainda produz para a nossa economia. Uma nova queda pode acontecer se a inflação continuar em parâmetros de queda. Sendo assim, se reduz a Selic com a finalidade de facilitar a retomada da economia pós isolamento para estimular o consumo e a produção”, disse.

Pereira lembrou que a redução da taxa barateia os preços dos empréstimos e financiamentos, estimulando o consumo e a economia. Por outro lado, falou, um volume maior de crédito no mercado pode endividar o consumidor que pode vir a inadimplir no futuro.

“Além disso, uma taxa baixa remunera em parâmetros menores os investidores em títulos do governo e muitos que trazem seu dinheiro para o Brasil voltam a aplicar em outras economias mais sólidas, pois a remuneração pequena não é mais atrativa aqui face ao risco exposto”, disse.

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Lucas Gabriel Marins
Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).

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