Mineração de bitcoin pode chegar ao Ceará e utilizar cinturão digital

Presidente da estatal de tecnologia do Estado do Nordeste brasileiro, Hugo Figueirêdo, confirmou intenção de atrair empresas para região.

O presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Hugo Figueirêdo, confirmou os planos de atrair negócios de mineração de bitcoin e criptomoedas para a região. Os planos envolvem captar negócios e inovação para todo o Estado, não apenas capital, mas também interior.

Em conversa exclusiva com O Povo, Figueirêdo informou que as oportunidades de novos negócios também miram em data centers de inteligência artificial (IA). Caso se confirme, a estatal poderá registrar pela primeira vez um superávit no ano, o que espera que ocorra em 2026.

Vamos avaliar com cada cliente as suas necessidades para construir as inovações“, disse o presidente da Etice. “Também devemos criar produtos internos com nossa equipe em IA“, completou em entrevista.

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Caso se confirme, o estado brasileiro poderá se beneficiar da geração de mais emprego e renda com um mercado emergente do qual o Brasil ainda não tem uma participação relevante no mundo.

Além disso, deve contribuir com a atração de empresas estrangeiras interessadas na atividade, visto que no Brasil apenas a Tether já confirmou planos de mineração de bitcoin com uso de energia renovável.

Data centers de IA e bitcoin no interior do Ceará?

Uma das possibilidades da Etice é a de atrair os data centers para o interior do Estado do Ceará. Isso porque, o estado tem excesso de energia e um cinturão digital com fibra óptica em pleno funcionamento, mas sem nenhuma utilização atual.

O Ceará tem potencial de atrair grandes datacenter para o Pecém com a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE), mas também para o interior do estado“, informou Hugo Figueirêdo, de acordo com informações da Ascom Etice.

A conexão de alta velocidade do Cinturão Digital do Ceará, a rede de cabos de fibra óptica com 5.926 Km, que ampliará a velocidade para 400 gigabits por segundo em 2026, constitui um atrativo para investimentos em datacenters.

O gestor da Etice destacou que “o Ceará tem energia de sobra” e também conta com a conectividade do Cinturão Digital, que possui 12 pares de fibra óptica, sendo que cinco estão atualmente inativos. Desses cinco cabos fora de operação, três poderão ser ativados para atender datacenters que venham a ser instalados no interior do estado, explicou ele.

Ceará destaca-se por possuir uma das maiores conexões digitais do mundo, com 16 cabos submarinos ancorados na capital Fortaleza, destaca Hugo Figueirêdo. A localização estratégica tem impulsionado a instalação de diversos datacenters na Região Metropolitana.

Atualmente, Fortaleza abriga 14 datacenters, enquanto Macaracu conta com dois, todos equipados com infraestrutura de ponta e certificação TIER III, garantindo alto desempenho e segurança no processamento de dados.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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