Minerador da ‘Era Satoshi’ move 100 bitcoins após 13 anos e lucra R$ 18 milhões

No ano de 2010 a mineração de Bitcoin era realizada por processadores e placas de vídeo comuns, as mesmas que usamos em nossos computadores. Conforme o preço do Bitcoin ainda estava na casa dos centavos, a indústria ainda era liderada por entusiastas e não por grandes empresas.

Um minerador anônimo moveu 100 bitcoins na semana passada após deixar suas moedas paradas por mais de 13 anos. Segundo dados do Blockchair, cada bitcoin estava avaliado em apenas 1 centavo de dólar na época, totalizando 1 dólar.

Hoje esses 100 bitcoins estão avaliados em US$ 3,67 milhões (R$ 18 milhões). No total existem mais de 80.000 milionários de Bitcoin no mundo, número que cresceu em 60.000 neste ano após o Bitcoin dobrar de preço.

Em relação ao minerador, o entusiasta minerou seus bitcoins ainda quando Satoshi Nakamoto estava ativo no desenvolvimento do Bitcoin. Dado isso, esses bitcoins são considerados da “Era Satoshi”, que vai até dezembro de 2010.

Minerador deixa 100 bitcoins parados por 13 anos

No ano de 2010 a mineração de Bitcoin era realizada por processadores e placas de vídeo comuns, as mesmas que usamos em nossos computadores. Conforme o preço do Bitcoin ainda estava na casa dos centavos, a indústria ainda era liderada por entusiastas e não por grandes empresas.

Um desses entusiastas minerou dois blocos de Bitcoin entre maio e novembro daquele ano, recebendo 50 BTC por cada bloco. Esses 100 bitcoins valiam apenas 1 dólar, o que deve ter encorajado o minerador a deixar suas moedas paradas.

Treze anos depois, o minerador moveu suas moedas pela primeira vez na história após 13 anos no último dia 7, uma terça-feira. Hoje a quantia está avaliada em R$ 18 milhões, cerca de metade do próximo prêmio da Mega-Sena.

Minerador move 50 bitcoins após deixar moedas paradas por 13 anos. Fonte: Blockchair.
Minerador move 50 bitcoins após deixar moedas paradas por 13 anos. Fonte: Blockchair.
Minerador move 50 bitcoins após deixar moedas paradas por 13 anos. Fonte: Blockchair.
Minerador move 50 bitcoins após deixar moedas paradas por 13 anos. Fonte: Blockchair.

Segundo dados on-chain, o minerador moveu suas moedas para dois novos endereços. Metade da quantia parece ter tido uma corretora como destino, já outros 50 bitcoins permanecem parados em outra carteira.

Embora não seja possível saber os motivos que levaram o minerador a mover suas moedas após 13 anos, nesta semana uma empresa de segurança relatou uma vulnerabilidade em carteiras criadas nos primeiros anos do Bitcoin. Portanto, a segurança de seus fundos pode ter sido uma preocupação.

Por fim, vale notar que essas moedas dificilmente pertencem a Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin. Afinal, estudos apontam que Nakamoto possui mais de 1,1 milhão de bitcoins (R$ 197 bilhões) e todas essas carteiras estão monitoradas.

Tether entra na mineração de Bitcoin

Em relação à mineração de Bitcoin, a indústria evoluiu muito desde que o minerador paciente resgatou seus 100 bitcoins. Como exemplo, hoje o setor é dominado por gigantes, muitas delas listadas em bolsas americanas e canadenses.

Outra gigante que está entrando nesse mercado é a Tether, famosa por emitir a maior stablecoin do mercado, a USDT. Nas redes sociais, Paolo Ardoino, CEO da Tether, publicou uma foto de contêineres que abrigam suas máquinas de mineração.

“Um dos locais de produção de energia da Tether e mineração de Bitcoin está se dando bem.”

Bem-humorado, Ardoino chegou a responder um crítico que falou que afirmou que o projeto “parecia barato” devido a sua simplicidade. “Concordo”, respondeu Ardoino, “queríamos ter piscinas, campos de paddle, saunas e um restaurante com estrela Michelin, mas você sabe… prioridades”.

Outro dado recente sobre essa indústria revela que mais de 50% das fontes de energia da mineração de Bitcoin é renovável. O número bate qualquer outra indústria, incluindo a bancária e a de veículos elétricos.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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