Empresa brasileira suspeita de pirâmide com Bitcoin tem equipamentos apreendidos na Ucrânia

Segundo a Assessoria Jurídica da Mining Express a apreensão dos equipamentos foi uma intervenção ilegal e arbitrária das autoridades ucranianas e que não possuem nenhum fundamento em fatos que possam autorizar tal ação.

Local de mineração da Mining Express.

A Mining Express, empresa de mineração de criptomoedas localizada na Ucrânia e fundada pelo brasileiro Kaze Fuziyama, tem sido investigada por fraude tanto pelas autoridades da Ucrânia quanto pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil. De acordo com notícias do ForkLog, a empresa acabou de ter seus equipamentos apreendidos por autoridades da Ucrânia em meio a uma investigação de fraude.

Segundo as informações no final de janeiro deste ano, a corretora que fica na cidade de Kirovorad teve uma quantidade não identificada de equipamentos de mineração apreendidos por funcionários do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU).

Como foi confirmado pelo advogado Sergei Smirnov os equipamentos a Mining Express foram realmente apreendidos em uma operação que durou quatro dias nas instalações da empresa de mineração.

Investigada pelas autoridades da Ucrânia e denunciada pela CVM

Segundo documentos judiciais a Mining Express está sob investigação em pré-julgamento por fraude desde maio de 2021 e é a segunda apreensão de equipamentos da empresa.

Em 15 de junho de 2021, o Tribunal Distrital de Pechersky de Kiev apreendeu equipamentos pertencente à Mining Express, durante a investigação a propriedade da empresa foi transferida para o chefe de TI da Mining Express.

A empresa tentou contestar a decisão de iniciar a investigação, mas em outubro de 2021 o Tribunal de Apelação de Kiev recusou a suspender a apreensão dos equipamentos. A companhia está sendo investigada por causa das suas atividades relacionadas a mineração de criptomoedas e Marketing Multinível.

A empresa foi registrada em Kiev em março de 2018, com financiamento da Edelweiss Investment Trading Company de Hong Kong e com beneficiário final sendo o brasileiro Carlos Fuziyama.

Fuziyama é conhecido aqui no Brasil por ter envolvimento com a One Thor Brasil, que depois de um tempo demonstrou sinais de ser um esquema de pirâmide, além é claro de ter sido um dos promotores do D9 Club, um esquema de pirâmide que acabou deixando muitos prejudicados no Brasil.

Equipamentos apreendidos pela SBU na Mining Express: Divulgação Facebook/Sergey Smirnov

Além disso, os sócios de Fuziyama na Mining Express são Ivano-Frankivsk, Oleksiy Kolesnyk e Mykola Maksymiv, todos envolvidos com negócios de Marketing Multinível em diferentes países e a Mining Express atuou com o MMN, mercado que por vezes é associado em pirâmides financeiras dentro do mercado de criptomoedas.

A Mining Express sempre levantou muitas dúvidas de vários investidores por causa de semelhanças com outros casos de pirâmide financeira.

A CVM até mesmo emitiu um alerta sobre a Mining Express por causa da captação de clientes aqui no Brasil, mesmo sem as autorizações necessárias.

Empresa afirma que sofreu uma intervenção ilegal e arbitrária do Governo

Segundo a Assessoria Jurídica da Mining Express a apreensão dos equipamentos foi uma intervenção ilegal e arbitrária das autoridades ucranianas e que não possuem nenhum fundamento em fatos que possam autorizar tal ação.

“Essa apreensão vem sendo praticada nesses últimos 4 (quatro) dias, por Autoridades com atitudes duvidosas do Serviço de Segurança da Ucrânia, em evidente conluio com o Escritório da Procuradoria Geral e com o Sistema Judiciário, sob a inoperância e inatividade do Governo Ucraniano.” , diz um comunicado da mining express.

A Mining Express também falou que está fazendo de tudo legalmente possível para conseguir normalizar a situação e que infelizmente o governo não está fazendo nada em relação as denúncias que os advogados da companhia estão fazendo contra as autoridades.

No momento e até a situação ser resolvida as atividades da empresa estão suspensas, o que indica que quem investiu na Mining Express provavelmente está com o dinheiro “preso”.

Os advogados da companhia acreditam haver uma conspiração contra a Mining Express e que as autoridades estão fazendo a investigação por benefício próprio.

“A denúncia feita pela empresa através dos advogados locais do escritório SAYENKO KHARENKO contém várias suspeitas, inclusive que autoridades vêm cometendo essas arbitrariedades para benefício próprio. Uma equipe de auditores locais está trabalhando na coleta de provas, levantando diversas evidências que já foram anexadas na denúncia. ” Falou o advogado Jose Estevam Macedo Lima.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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