Mozilla vai proteger os usuários contra criptomineração

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura

Estima-se que um dos maiores ataques hackers às pessoas atualmente seja justamente a criptomineração, uma modalidade que pretende tomar controle do poder computacional das pessoas de modo a minerar criptomoedas.

A atividade de mineração de criptomoedas que utilizam o consenso Proof of Work (Prova de Trabalho), exige que seja realizado cálculos matemáticos rápidos e cada vez mais difíceis para se obter as recompensas, sendo necessário muitos computadores ligados para isso.

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Alguns hackers conseguem, através de suas técnicas de invasão ou mesmo com programas maliciosos, infiltrar no computador das pessoas e minerar criptomoedas. Outros conseguem fazer isso explorando os navegadores como, por exemplo, o CoinHive que minera Monero.

A Mozilla que possui um dos navegadores mais utilizados no mundo, anunciou em maio de 2018 que iria barrar a mineração com a atualização para a versão 63.

Em 2019, já chegou a versão 65 no fim de janeiro e ainda nada foi feito para cumprir a promessa da empresa.

Este cenário, porém, pode estar para mudar de acordo com o website especialista em segurança da informação, o Bleeping Computer, que informou que a próxima atualização de número 66 já mostra que está em teste a funcionalidade.

Apesar disso, o site informou que apenas na versão 67 poderia conter essa proteção aos usuários, visto que na 66 estável pode ainda não contemplar a mesma.

A mineração de criptomoedas, feita de maneira indesejada e sem conhecimento dos usuários, já é considerada uma forma de ataque hacker uma vez que lesa a vítima do caso.

Isso acontece devido aos fatos de que a atividade consome uma quantidade de energia elétrica maior do que o de costume, logo aumentando a fatura de algo que pelo menos no Brasil já não é barato.

Mais do que isso, ao forçar o computador a realizar os cálculos inerentes deste processo, acaba por diminuir a vida útil das peças e penaliza principalmente processadores e placas de vídeo, que são itens caros. O prejuízo fica com uma parte, o lucro com outra.

A Mozilla se torna um navegador a lutar por essa causa com o apoio de sua comunidade de desenvolvedores, um fato que pode ganhar força no setor também em outros navegadores como Brave e Chrome, por exemplo.

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