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Mozilla vai proteger os usuários contra criptomineração

Um dos navegadores mais utilizados no mundo!

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Mozilla vai proteger os usuários contra criptomineração

Estima-se que um dos maiores ataques hackers às pessoas atualmente seja justamente a criptomineração, uma modalidade que pretende tomar controle do poder computacional das pessoas de modo a minerar criptomoedas.

A atividade de mineração de criptomoedas que utilizam o consenso Proof of Work (Prova de Trabalho), exige que seja realizado cálculos matemáticos rápidos e cada vez mais difíceis para se obter as recompensas, sendo necessário muitos computadores ligados para isso.

Alguns hackers conseguem, através de suas técnicas de invasão ou mesmo com programas maliciosos, infiltrar no computador das pessoas e minerar criptomoedas. Outros conseguem fazer isso explorando os navegadores como, por exemplo, o CoinHive que minera Monero.

A Mozilla que possui um dos navegadores mais utilizados no mundo, anunciou em maio de 2018 que iria barrar a mineração com a atualização para a versão 63.

Em 2019, já chegou a versão 65 no fim de janeiro e ainda nada foi feito para cumprir a promessa da empresa.

Este cenário, porém, pode estar para mudar de acordo com o website especialista em segurança da informação, o Bleeping Computer, que informou que a próxima atualização de número 66 já mostra que está em teste a funcionalidade.

Apesar disso, o site informou que apenas na versão 67 poderia conter essa proteção aos usuários, visto que na 66 estável pode ainda não contemplar a mesma.

A mineração de criptomoedas, feita de maneira indesejada e sem conhecimento dos usuários, já é considerada uma forma de ataque hacker uma vez que lesa a vítima do caso.

Isso acontece devido aos fatos de que a atividade consome uma quantidade de energia elétrica maior do que o de costume, logo aumentando a fatura de algo que pelo menos no Brasil já não é barato.

Mais do que isso, ao forçar o computador a realizar os cálculos inerentes deste processo, acaba por diminuir a vida útil das peças e penaliza principalmente processadores e placas de vídeo, que são itens caros. O prejuízo fica com uma parte, o lucro com outra.

A Mozilla se torna um navegador a lutar por essa causa com o apoio de sua comunidade de desenvolvedores, um fato que pode ganhar força no setor também em outros navegadores como Brave e Chrome, por exemplo.

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