MPF denuncia 15 pessoas por associação em esquema acusado de pirâmide que movimentou R$ 1 bilhão

Dez pessoas chegaram a ser presas através da Operação Egypto envolvidas com a mesma empresa investigada pela Justiça Federal.

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Grupo ligado a Indeal responderá por crimes na Justiça Federal
Grupo ligado a Indeal responderá por crimes na Justiça Federal

A Justiça Federal investigará quinze pessoas envolvidas em um esquema acusado de operações fraudulentas. Os investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). O grupo é acusado de operar clandestinamente a oferta de investimentos mobiliários no Brasil através da empresa Indeal.

A denúncia recebida pela Justiça Federal está relacionada com a Operação Egypto em que a empresa Indeal foi investigada pela Polícia Federal. A operação resultou na a prisão de dez pessoas envolvidas no caso que foi acusado de ser pirâmide financeira. Com a promessa de investimentos em criptomoedas, a Indeal oferecia lucros de 15% ao mês aos clientes. Contudo, autoridades alegam que a empresa não investia em criptomoedas.

Quinze pessoas vão responder na justiça por associação a Indeal

Quinze pessoas deverão responder pelas atividades da Indeal na Justiça Federal. A empresa não possuía autorização para operar no Brasil e teve suas atividades encerradas com a Operação Egypto. A Indeal possui sede em Novo Hamburgo – RS e teve suas portas fechadas pela Polícia Federal há cerca de dois meses atrás.

Após a prisão de dez pessoas que possui ligação com a empresa, o MPF entregou uma denúncia à Justiça Federal do Rio Grande do Sul. No pedido apresentado, 17 pessoas chegaram a ser denunciadas. Os pedidos foram entregues pelo MPF na última quarta-feira (24). Porém, a justiça decidiu não acatar dois pedidos apresentados pelo órgão.

Dois pedidos de denúncia foram rejeitados pela Justiça Federal

De acordo com a justiça, a denúncia relacionada a duas pessoas apontadas pelo MPF não pode ser acatada pela Justiça Federal. Sem revelar o nome dos envolvidos, a decisão alega que dois dos 17 denunciados, não cometeram nenhum tipo de crime relacionado a empresa investigada. Por outro lado, 15 denúncias foram aceitas pela 7ª Vara Federal de Porto Alegre.

Os quinze investigados poderão responder por diversos crimes após a Justiça Federal acatar a denúncia do MPF. Vários crimes podem ser previstos para os acusados, como a organização criminosa, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e sem autorização legal e entre outros.

Operação Egypto aconteceu em três estados brasileiros

A Operação Egypto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Receita Federal visando as atividades da Indeal. No final de maio, diversos mandados de busca e apreensão envolveram a empresa. Além de atividades em Novo Hamburgo – RS, a Operação Egypto cumpriu também mandados de busca e apreensão no estado catarinense e em São Paulo.

As autoridades investigaram as operações da Indeal, que prometia lucro fixo em investimentos em criptomoedas como o bitcoin. Porém, como foi apurado pela Operação Egypto, a Indeal aplicava em rendimento fixo, que não ultrapassava o lucro de 1% ao mês. Desse modo, as atividades da empresa foram completamente comprometidas.

A Indeal foi criada em agosto de 2017 e chegou a estar presente em praticamente todo o Brasil. Entretanto, a investigação apontou atividades da empresa em 26 estados, totalizando mais de 55 mil clientes. Sendo assim, esse número impressionante fez com que a empresa captasse R$ 1 bilhão em investimentos.

Desde janeiro de 2019 as atividades da Indeal estavam sendo investigadas. Antes da Operação Egypto, o promotor de justiça Celso Tres chegou a afirmar que a empresa poderia ser enquadrada como uma pirâmide financeira. Dessa forma, a oferta de lucro fixo e que não condiz com a realidade dos investimentos da empresa pode ter feito milhares de vítimas em todo o país.

Paulo Carvalho
Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".

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