
Mike McGlone falando sobre Bitcoin e criptomoedas. Fonte: YouTube/Reprodução.
Mike McGlone, estrategista da Bloomberg, acredita que o Bitcoin ainda não atingiu o seu fundo. Após afirmar em 2025 que a criptomoeda perderia um zero, o analista reafirma que seu alvo continua nos US$ 10.000.
Em conversa no canal EllioTrades, publicada nesta terça-feira (10), McGlone diz estudar o mercado de criptomoedas há anos e reforça que precisa ter uma opinião neutra e imparcial devido ao seu trabalho.
Como exemplo, ele lembra que previu ainda em 2020, quando o Bitcoin estava na faixa dos US$ 10.700, que a criptomoeda chegaria a US$ 100.000.
“Eu explicava assim: ele estava em 10 mil, eu disse que era só adicionar um zero. Chegamos a 100 mil. Agora eu digo para tirar um zero.”
“Parte da razão para isso é todo o excesso massivo de oferta em outras criptomoedas”, explica McGlone. “Sim, eu entendo o Bitcoin, a oferta é limitada, mas agora ele está inserido nesse mercado. Ele foi financeirizado. Virou ETF. Dá para negociar inúmeras opções. E ele já não é mais um ativo empolgante. Acho que as pessoas ainda não perceberam isso.”
Confiante em sua análise de 2025, quando disse pela primeira vez que o Bitcoin cairia para US$ 10.000, Mike McGlone repetiu suas falas para justificar esse alvo tão baixo.
Na sua visão, o principal problema hoje é o excesso de criptomoedas no mercado. Como exemplo, lembra que antigamente existiam poucos projetos para escolher.
“Primeiramente, todo mundo está procurando quedas para comprar, o que normalmente acontece em mercados de baixa, mas o principal problema é o excesso massivo de oferta de criptomoedas”, comenta McGlone.
Em relação ao Bitcoin, o estrategista da Bloomberg concorda que o Bitcoin é especial, principalmente por ter sido o primeiro projeto do tipo, mas que o mercado chegou ao topo com a chegada dos ETFs e a vitória presidencial de Trump nos EUA.
“Essa foi a minha leitura, eu me antecipei. Agora ainda estamos nesse período de ressaca. Acho que isso vai durar um bom tempo e não vai acabar até que a gente elimine em massa alguns desses excessos”, disse o analista.
“Esse índice [da Bloomberg com as principais criptomoedas] caiu cerca de 20% no ano passado, caiu mais ou menos 20% neste ano, e eu não vejo por que isso deveria parar.”
Na sua visão, o mercado só voltará a subir quando projetos sem sentido, como Dogecoin e Shiba Inu, hoje valendo US$ 14,4 bilhões e US$ 3,4 bilhões, respectivamente, chegarem a zero.
“São piadas, não acompanham nada, e deveriam ser eliminadas até zero. Quando passarmos por uma limpeza razoável, aí eu encontro um fundo.”
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