Mike McGlone

“Não vejo por que ela deveria parar”, diz estrategista da Bloomberg sobre queda do Bitcoin e outras criptomoedas

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Mike McGlone, estrategista da Bloomberg, acredita que o Bitcoin ainda não atingiu o seu fundo. Após afirmar em 2025 que a criptomoeda perderia um zero, o analista reafirma que seu alvo continua nos US$ 10.000.

Em conversa no canal EllioTrades, publicada nesta terça-feira (10), McGlone diz estudar o mercado de criptomoedas há anos e reforça que precisa ter uma opinião neutra e imparcial devido ao seu trabalho.

Como exemplo, ele lembra que previu ainda em 2020, quando o Bitcoin estava na faixa dos US$ 10.700, que a criptomoeda chegaria a US$ 100.000.

“Eu explicava assim: ele estava em 10 mil, eu disse que era só adicionar um zero. Chegamos a 100 mil. Agora eu digo para tirar um zero.”

“Parte da razão para isso é todo o excesso massivo de oferta em outras criptomoedas”, explica McGlone. “Sim, eu entendo o Bitcoin, a oferta é limitada, mas agora ele está inserido nesse mercado. Ele foi financeirizado. Virou ETF. Dá para negociar inúmeras opções. E ele já não é mais um ativo empolgante. Acho que as pessoas ainda não perceberam isso.”

Mike McGlone fala sobre sua previsão pessimista sobre o Bitcoin

Confiante em sua análise de 2025, quando disse pela primeira vez que o Bitcoin cairia para US$ 10.000, Mike McGlone repetiu suas falas para justificar esse alvo tão baixo.

Na sua visão, o principal problema hoje é o excesso de criptomoedas no mercado. Como exemplo, lembra que antigamente existiam poucos projetos para escolher.

“Primeiramente, todo mundo está procurando quedas para comprar, o que normalmente acontece em mercados de baixa, mas o principal problema é o excesso massivo de oferta de criptomoedas”, comenta McGlone.

Em relação ao Bitcoin, o estrategista da Bloomberg concorda que o Bitcoin é especial, principalmente por ter sido o primeiro projeto do tipo, mas que o mercado chegou ao topo com a chegada dos ETFs e a vitória presidencial de Trump nos EUA.

“Essa foi a minha leitura, eu me antecipei. Agora ainda estamos nesse período de ressaca. Acho que isso vai durar um bom tempo e não vai acabar até que a gente elimine em massa alguns desses excessos”, disse o analista.

“Esse índice [da Bloomberg com as principais criptomoedas] caiu cerca de 20% no ano passado, caiu mais ou menos 20% neste ano, e eu não vejo por que isso deveria parar.”

Na sua visão, o mercado só voltará a subir quando projetos sem sentido, como Dogecoin e Shiba Inu, hoje valendo US$ 14,4 bilhões e US$ 3,4 bilhões, respectivamente, chegarem a zero.

“São piadas, não acompanham nada, e deveriam ser eliminadas até zero. Quando passarmos por uma limpeza razoável, aí eu encontro um fundo.”

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Henrique HK