Operação Attack Mestre desarticulou fraude com criptomoedas

Ação envolveu a polícia civil do estado de Goiás e Tocantins.

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Polícia faz operação contra fraude de criptomoedas
Polícia/Pixabay

As fraudes envolvendo Bitcoin e criptomoedas no Brasil têm aumentado nos últimos anos. Em busca de combater um esquema criminoso, uma operação batizada de “Attack Mestre” desarticulou a ação de uma quadrilha.

A ação aconteceu na última sexta-feira (28), em operação conjunta da Polícia Civil do Estado de Goiás e Tocantins. Participou também no cumprimento de mandados de busca e apreensão a Polícia Civil do Estado de São Paulo.

As investigações da Delegacia Estadual de Crimes Cibernéticos de Goiás (DERCC) e a Divisão Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC/TO) do Tocantins identificaram alguns suspeitos de operar um estelionato virtual. As informações são da Polícia Civil de ambos os estados, que deram destaque ao crime sofisticado que atuava em todo o país.

Operação “Attack Mestre” desarticulou fraude com criptomoedas em três estados

As criptomoedas se tornaram populares após o lançamento do Bitcoin, maior moeda digital já criada. Ao funcionar pela internet, permite que pessoas enviem dinheiro para qualquer país, em minutos. O potencial dessa tecnologia é imenso, e até foi usada para um acordo trabalhista internacional em Goiás recentemente.

Contudo, como uma tecnologia de pagamentos, permite que transações sejam feitas por quaisquer pessoas, até as mal-intencionadas. E investigações conjuntas da Polícia Civil de dois estados encontraram um uso obscuro das criptomoedas no Brasil.

Batizada de Operação Attack Mestre, a Polícia Civil de Goiás e Tocantins desarticulou as ações de uma quadrilha virtual. Ao cometer fraudes com ataques hackers, os criminosos extorquiam as vítimas em busca de recompensas em criptomoedas.

Ao todo, a operação cumpriu dois mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Alguns dos mandados foram realizados em São Paulo, e outros em Goiás. Ao todo, a operação mobilizou a polícia civil de três estados.

Os hackers perpetuavam ataques contra empresas de internet, com uso de DDOS. Dessa forma, milhares de pessoas ficavam sem acesso à internet, e os provedores eram coagidos a pagar pelo resgate, com criptomoedas. Ao pagar pelo resgate e não ver o fim dos ataques, uma provedora de internet (ISP), procurou a polícia e contou o caso.

Para a delegada-chefe da DRACCO, Cínthia Paula de Lima, da SSP-TO, o crime foi de âmbito nacional.

“São crimes com autores e vítimas com características multilocais. Temos autores em Goiás e São Paulo bem com vítimas em diversos Estados da Federação”

Investigações duraram um ano, mas polícia estima que mais pessoas estão envolvidas

A investigação contra o crime começou há um ano, pela PC-GO, que identificou a ação da quadrilha. Com uso de recursos tecnológicos e grande conhecimento cibernético, algumas pessoas foram identificadas.

A polícia identificou que o principal hacker do grupo seja o “guerreiro”, que usa essa codinome para entrar em contato com as vítimas. A delegada da PC-GO, Sabrina Lelis, pede que outras vítimas que tenham recebido contato do criminoso ajudem nas investigações.

“O apelido que esse criminoso usava na internet era guerreiro. Então ele sempre mandava mensagens para as vítimas usando esse nome. Se outras pessoas foram vítimas de ataques assim e receberam mensagens com esse codinome, devem procurar a Delegacia de Crimes Cibernéticos”

Os policiais pedem que as vítimas não paguem pelo resgate de crimes virtuais. Além da garantia mínima que os ataques irão parar no futuro, o pagamento ainda incentiva a continuidade dos ataques.

Na operação da última sexta, foram apreendidos celulares e computadores. A polícia continuará a investigar o caso, pois acredita que mais pessoas estão envolvidas e até em outros estados.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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