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Operação Fluxo Oculto da PF investiga desvios com criptoativos em fraudes de R$ 26 bilhões em postos de combustíveis

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Fluxo Oculto na quinta-feira (28) para frear esquemas ilícitos no setor de combustíveis brasileiro. O Governo do Brasil conta com a Receita Federal (RFB), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e parceiros para desarticular fraudes que podem ter ligação com o crime organizado.

Autoridades estaduais e federais investigam seis novas companhias de tecnologia que atuavam como bancos paralelos. Estes grupos movimentaram mais de R$ 26 bilhões ao longo de quatro anos de atividades ilícitas com fundos diversos.

Agentes públicos cumpriram 59 mandados de busca e apreensão em diversos locais espalhados por cinco estados brasileiros. A lista de alvos incluiu endereços em cidades de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Investigação de fintechs pela PF revela rastros milionários em criptoativos

Os responsáveis pela ofensiva identificaram repasses da ordem de R$ 365 milhões em criptomoedas nos registros das corporações suspeitas. O capital seguia para carteiras de parceiros sob alvo de averiguação por delitos fiscais em outros processos em andamento.

A força de trabalho apurou que as corretoras eletrônicas compensavam débitos internos entre postos revendedores em uma rede fechada. O dinheiro abastecia colaboradores da estrutura paralela e custeava os investimentos de luxo dos executivos líderes da fraude.

A ausência de regras de conformidade rigorosas permitiu a criação de canais obscuros de movimentação de dinheiro pelos operadores. Eles utilizavam contas agrupadas para centralizar valores sem deixar rastros diretos dos emissores originais de cada transação processada.

Tecnologia ajuda autoridades na asfixia financeira contra grupos delitivos

Além disso, as táticas suspeitas envolviam depósitos com quantias altas em espécie e despachos para frentes atacadistas de derivados de petróleo. Uma única instituição de pagamento recebeu depósitos em papel moeda na casa de R$ 1 bilhão no intervalo avaliado.

O envio de declarações preenchidas para a Receita Federal ajudou a expor as transferências sem lastro destas empresas. O ministro da Fazenda explicou que o acesso aos dados da malha fina revelou o fluxo monetário de forma limpa.

Dario Durigan afirmou que o braço fiscal atua com foco máximo para cortar o oxigênio financeiro do submundo do crime. Três das seis corporações de tecnologia sob suspeita reportaram R$ 8 bilhões em repasses ao longo dos doze meses passados.

A Receita Federal tem trabalhado fortemente para fazer o combate às organizações criminosas, olhando principalmente para a parte financeira que abastece e dá oxigênio para o crime organizado. E hoje, junto com parceiros, inclusive a ANP, do Governo Federal, e outros parceiros dos governos dos estados, acontece essa nova fase da operação Carbono Oculto, cujo nome é Fluxo Oculto. Nessa fase, foram identificadas movimentações graças às informações prestadas via e-Financeira, que é uma declaração enviada à Receita Federal e que auxilia justamente na identificação dessas operações“, declarou.

Adulteração química gerou danos pesados em arrecadação de tributos

Os outros três comércios digitais sofrerão sanções severas dos auditores por omissão na entrega dos documentos de controle federal. Esta mudança no acesso a informações ocorreu em consequência da primeira etapa de buscas focada no mercado de derivados.

O grupo infrator promovia a mistura proibida de solventes com insumos automotivos nos pátios de abastecimento das regiões afetadas. Os compradores adquiriam a nafta com alíquota zero sob o pretexto de uso comercial no setor fabril e químico.

O produto corrompido ia direto para o comércio das rodovias sob o domínio de aliados das frentes de evasão tributária. Desta forma, as perdas para os cofres brasileiros superam a marca de R$ 200 milhões em dois anos corridos.

Ministério Público mapeia fundos de investimento com lucro irregular

O lucro excedente da fraude entrava em fundos de investimentos abertos para apagar a identidade dos investigados.

O patrimônio acumulado pelo consórcio em cotas sob custódia atinge a faixa de R$ 205 milhões com expansão acelerada. O balanço patrimonial dos fundos apontou saltos de duzentos por cento no acumulado de apenas quatorze meses de apurações.

A operação batizada de Carbono Oculto, em 2025, obteve a classificação de maior ofensiva conjunta em extensão já vista no país. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) coordena a verificação dos elementos apreendidos nas buscas da última quinta-feira.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci