PF deflagra operação contra grupo suspeito de atacar instituição financeira alemã

A vítima seria o banco alemão Commerzbank, que teria sofrido um ataque cibernético originado do Brasil em 2023

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Klonen. O objetivo é apurar a atuação de um grupo criminoso suspeito de fraudes bancárias eletrônicas, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

O grupo é suspeito de participar de um ataque contra uma instituição financeira alemã, que resultou em um prejuízo estimado de 30 milhões de euros (R$ 180 milhões) no final de 2023.

Segundo a PF, os recursos obtidos eram movimentados através de cartões de pagamentos emitidos sem o consentimento dos beneficiários, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais.

Operação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em diversos estados

Fotos compartilhadas pela Polícia Federal mostram a apreensão de uma impressora 3D e uma arma de fogo que teria sido produzida com a máquina. Além disso, a Justiça também determinou o sequestro de ativos financeiros, veículos e imóveis até um limite aproximado de R$ 106 milhões.

Autoridades suspeitam que impressora era usada para produzir armas de fogo. Foto: Polícia Federal/Reprodução.

No total, foram realizados 21 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Goiânia/GO, cinco no Rio de Janeiro/RJ, dois em Guarulhos/SP, dois em Carapicuíba/SP, um em Indaiatuba/SP, um em Senador Canedo/GO e um em Anápolis/Go.

“A investigação teve início após uma instituição financeira alemã comunicar à Polícia Federal que foi vítima, no final de 2023, de um ataque cibernético originado no Brasil, que resultou em prejuízo estimado em cerca de € 30 milhões.”

A vítima seria o banco alemão Commerzbank, que teria sofrido um ataque cibernético originado do Brasil em 2023.

A investigação aponta que um dos envolvidos teria sido candidato nas eleições de 2024, tendo usado o dinheiro ilícito em sua campanha. As autoridades, no entanto, não divulgaram o nome do acusado.

“As investigações indicam que os recursos obtidos com as fraudes eram movimentados e ocultados mediante cartões de pagamento emitidos sem o consentimento dos beneficiários, contas de passagem, empresas, instituições de pagamento e plataformas de ativos virtuais.”

Finalizando, o texto aponta que a operação decorre de informações obtidas pelo Projeto Tentáculos, desenvolvido a partir de acordos de cooperação técnica firmados entre a Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos e instituições financeiras e de pagamento.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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