Polícia apreende R$ 1,6 milhão em criptomoedas de esquema que usava igrejas

Pirâmide financeira usava a fé das pessoas para obter vantagens das vítimas.

Polícia Civil de Minas Gerais fala sobre Operação Mercadores do Templo
Polícia Civil de Minas Gerais fala sobre Operação Mercadores do Templo. Divulgação.

No cumprimento de mandados da Operação Mercadores do Templo, a polícia civil de Minas Gerais apreendeu R$ 1,6 milhão em criptomoedas. A operação começou a ser cumprida em maio de 2022, quando um grupo criminoso foi descoberto em Paracatu, no noroeste do estado mineiro.

Esse é mais um caso envolvendo golpes com pirâmides financeiras descoberto no Brasil, após investigação do caso.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu os primeiros mandados em maio, quando foi descoberto uma organização criminosa que prometia grandes lucros fáceis aos investidores.

Operação Mercadores do Templo apreende R$ 1,6 milhão em criptomoedas

Para captar investidores para o esquema, os homens se passavam por religiosos em igrejas, usando passagens bíblicas, músicas gospel, entre outros recursos para atrair atenção para o falso investimento.

Por conta disso, a Operação Mercadores do Templo recebeu esse nome, em alusão “ao momento bíblico em que Jesus expulsa do Templo de Jerusalém os mercadores que estavam usando a casa de Deus para fazer negócios e roubar o povo“.

Quando a operação foi deflagrada, mandados foram cumpridos em Unaí, Belo Horizonte, Contagem, Guanhães em Minas Gerais, além do Belém (PA) e Brasília (DF).

Após as primeiras informações obtidas pelos investigadores, foi possível emitir um mandado de bloqueio de valores em nome dos suspeitos, emitido pela Justiça de Unaí. Assim, foram encontrados valores que alcançam os R$ 4 milhões em posse dos suspeitos.

Dessa soma, aproximadamente 1,6 milhão estavam em criptomoedas, sendo R$ 450 mil depositados em uma corretora, mais de 2 Bitcoins e 86 Ethers.

“Em relação às criptomoedas localizadas e apreendidas, foram transferidas para uma carteira do MPMG criada especificamente para esse fim, a quantia de 2.53198787 bitcoins e 86.95475389 ethers, totalizando R$ 1.115.692,23. Também foram bloqueadas em outras Exchanges de criptomoedas a quantia aproximada de R$ 450 mil.”

Valores na bolsa de valores e contas bancárias passa os R$ 2 milhões

Além da apreensão em criptomoedas, as autoridades divulgaram que cerca de R$ 300 mil estavam em empresas ligadas à bolsa de valores.

Outros R$ 2.109.374,46 estavam depositados em contas bancárias dos suspeitos, valor que acabou apreendido.

Segundo as autoridades de Minas Gerais, essa pirâmide financeira causou prejuízos superiores a R$ 55 milhões, tudo com promessas de lucros fixos de 8,33% ao mês.

Contudo, segundo informações preliminares o caso era de uma verdadeira pirâmide financeira, visto que o valor ao ser depositado na empresa pelos clientes era gasto pelos líderes, e não reinvestido como prometido. Dessa forma, o esquema funcionava com a entrada de novos participantes, que pagavam rendimentos aos investidores antigos, clássica pirâmide financeira.

A polícia civil de Minas Gerais apura outros crimes que possam ter sido cometidos pela organização criminosa.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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