Polícia Civil quer contratar rastreamento de bitcoin e criptomoedas por R$ 800 mil no DF

Plano prevê contratação de empresa especializada e abertura de concurso público em 2026

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) publicou oficialmente seu Plano Anual de Compras e Contratações (PACC) para o exercício de 2026 na última quarta-feira (14). O documento, divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), revela uma estratégia de investimento em tecnologia da informação e inteligência policial para os próximos meses, inclusive com rastreio de criptomoedas.

A solução prevista contou com assinatura do Delegado Geral de Polícia Civil do DF, José Werick de Carvalho.

O planejamento inclui a destinação de R$ 804.000,00 para a manutenção de ferramentas de investigação financeira digital cripto.

Contratação de empresa especializada para prestação do serviço de atualização, suporte técnico e extensão de garantia de hardware da solução de rastreamento de transações com criptomoedas“, diz trecho consultado pela reportagem.

A iniciativa busca garantir que os investigadores mantenham a capacidade de monitorar fluxos financeiros ilícitos que utilizam o Bitcoin e outras moedas digitais para ocultar a origem de recursos criminosos.

A iniciativa chama atenção após o Governo Lula confirmar a contratação de 10 licenças de software de rastreio de bitcoin e criptomoedas no final de 2025, por um valor milionário. Contudo, no caso da PCDF, há ainda apenas o plano de contratação futura e não tem uma empresa ainda definida para prestação de serviço.

Além de rastreio de bitcoin e criptomoedas, PCDF quer drones e softwares que vigiam a deep web

Outros itens que chamam atenção no novo PACC da PCDF analisados pela reportagem incluem a compra de 16 drones por R$ 950 mil no total.

Além disso, há uma previsão de gastar em 2026 o valor de R$ 650 mil para contratação de diversos softwares que monitoram até a deep web.

Contratação de Serviço de Inteligência aplicada à segurança corporativa para monitoramento, captura, armazenamento, processamento, busca e alertas baseados em informações de fontes abertas, fóruns e blogs pré-determinados, mídias sociais, deep web e dark web“, diz o jornal.

Ainda em 2026, a Polícia Civil do DF prevê abertura de concurso público para delegados, Agente Policial de Custódia, Perito Criminal, Perito Médico Legista e Papiloscopista Policial que provavelmente devem chegar com conhecimentos em tecnologia, inclusive no rastreio de criptomoedas. O concurso para todos os cargos deve destinar até R$ 3,5 milhões para contratações de até 3 empresas.

Com uma modernização de pessoal e tecnologias, a polícia da capital brasileira mostra que segue atenta ao mercado de bitcoin e criptomoedas, buscando modernizar suas investigações no setor.

Ganhe um bônus de R$ 100 de boas vindas. Crie a sua conta na melhor corretora de criptomoedas feita para Traders Profissionais. Acesse: bybit.com

👉Entre no nosso grupo do WhatsApp ou Telegram| Siga também no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google News.

Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4).

Últimas notícias