Polícia Civil quer contratar rastreamento de bitcoin e criptomoedas por R$ 800 mil no DF
16/01/2026 18:39 18:39
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Delegacia de Polícia Civil do Distrito Federal e viatura na porta (Foto: Assessoria de Comunicação/DGPC)
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) publicou oficialmente seu Plano Anual de Compras e Contratações (PACC) para o exercício de 2026 na última quarta-feira (14). O documento, divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), revela uma estratégia de investimento em tecnologia da informação e inteligência policial para os próximos meses, inclusive com rastreio de criptomoedas.
A solução prevista contou com assinatura do Delegado Geral de Polícia Civil do DF, José Werick de Carvalho.
O planejamento inclui a destinação de R$ 804.000,00 para a manutenção de ferramentas de investigação financeira digital cripto.
“Contratação de empresa especializada para prestação do serviço de atualização, suporte técnico e extensão de garantia de hardware da solução de rastreamento de transações com criptomoedas“, diz trecho consultado pela reportagem.
A iniciativa busca garantir que os investigadores mantenham a capacidade de monitorar fluxos financeiros ilícitos que utilizam o Bitcoin e outras moedas digitais para ocultar a origem de recursos criminosos.
A iniciativa chama atenção após o Governo Lula confirmar a contratação de 10 licenças de software de rastreio de bitcoin e criptomoedas no final de 2025, por um valor milionário. Contudo, no caso da PCDF, há ainda apenas o plano de contratação futura e não tem uma empresa ainda definida para prestação de serviço.
Além disso, há uma previsão de gastar em 2026 o valor de R$ 650 mil para contratação de diversos softwares que monitoram até a deep web.
“Contratação de Serviço de Inteligência aplicada à segurança corporativa para monitoramento, captura, armazenamento, processamento, busca e alertas baseados em informações de fontes abertas, fóruns e blogs pré-determinados, mídias sociais, deep web e dark web“, diz o jornal.
Ainda em 2026, a Polícia Civil do DF prevê abertura de concurso público para delegados, Agente Policial de Custódia, Perito Criminal, Perito Médico Legista e Papiloscopista Policial que provavelmente devem chegar com conhecimentos em tecnologia, inclusive no rastreio de criptomoedas. O concurso para todos os cargos deve destinar até R$ 3,5 milhões para contratações de até 3 empresas.
Com uma modernização de pessoal e tecnologias, a polícia da capital brasileira mostra que segue atenta ao mercado de bitcoin e criptomoedas, buscando modernizar suas investigações no setor.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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