Polícia Federal alerta: golpe com Bitcoin, WhatsApp e Coca-Cola

Nota da PF alerta que golpes envolvendo marcas famosas são comuns, pessoas devem redobrar atenção nas "oportunidades"!

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Coca-Cola

Você recebeu em seu aplicativo de mensagem instantâneo uma oportunidade de ganhar um frigobar personalizado? Cuidado, pode ser uma fraude! Isso porque, uma nota da PF alerta que um novo golpe está usando o WhatsApp para oferecer um frigobar da Coca-Cola, e pode pedir até Bitcoin para as vítimas.

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, não é apenas com o mortal vírus que as pessoas estão tendo que se preocupar. De acordo com especialistas ouvidos pela Reuters recentemente, o número de casos de ataques hackers dispararam durante à pandemia.

Dessa forma, muitos ataques criam falsos programas e links, contendo vírus perigosos para usuários de tecnologia. De fato, tem sido comum esses problemas desde que a internet ficou mais popular e ao alcance da mão das pessoas, mas em 2020, o número de casos é alarmante.

Proposta indecente? Polícia Federal faz alerta para que pessoas tomem cuidado com golpe usando WhatsApp e imagem da Coca-Cola, até Bitcoin pode ser pedido

Quem nunca sonhou em ter na sua casa um frigobar, aquelas mini geladeiras que podem ser colocadas dentro dos quartos? Agora imagine se fosse possível ter um frigobar personalizado da Coca-Cola, respondendo apenas algumas perguntas de um questionário?

Tudo isso é certamente bom demais para ser real, e não passa de mais um golpe sendo aplicado nos brasileiros. Usando o WhatsApp, entre outros aplicativos, o golpe oferece um frigobar da Coca-Cola para pessoas que acessarem um link para responder um questionário, mas não passa de um ransomware, que pede Bitcoin das vítimas.

Ao entrar no link, as vítimas têm seu computador, celular e/ou tablet capturados pelo vírus. O ransomware imediatamente criptografa (bloqueia) os arquivos pessoais, e passa a pedir um resgate, usando a moeda digital Bitcoin.

Imediatamente, as vítimas que perseguiam o sonho de ter um frigobar personalizado, vivem um pesadelo. Em conversa com o JC, a assessoria de imprensa da Polícia Federal afirma que as vítimas que caírem no golpe, devem procurar as delegacias mais próximas para registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível.

Após isso, diligências poderão ser conduzidas para identificar e prender os responsáveis, afirma a nota da PF. Contudo, em casos como esse, dificilmente os hackers são identificados, pois, dificilmente deixam rastros de seus crimes.

Golpe promete que promoção de frigobar está no fim, em nota, Coca-Cola nega qualquer vínculo

O golpe cria um ambiente confiável para as vítimas, que acreditam que irão receber um frigobar da Coca-Cola em até quatro dias. Contudo, tudo não passa de uma ilusão criada pelos hackers para enganar as pessoas.

Ao abrir o link, uma barra começa a ser carregada, e ao chegar no final, o dispositivo da vítima é capturado. Para convencer as vítimas que estão participando de uma promoção legítima, os hackers deixam uma mensagem que a promoção está no fim, dando uma sensação de urgência nos interessados.

Em nota ao público, a Coca-Cola Brasil alertou para o golpe usando a imagem da empresa. Quem clicar em um anúncio da Coca-Cola, em links compartilhados pelo WhatsApp, pode estar caindo em um golpe de ransomware, que pede resgate em Bitcoin para liberar os arquivos das vítimas.

“É falsa a informação que circula por WhatsApp ou qualquer outra rede de que a Coca-Cola presenteará com um frigobar os usuários que compartilharem um link. A marca Coca-Cola não está fazendo qualquer promoção que envolva o compartilhamento de um link ou a distribuição de aparelhos de frigobar.”

Quantidade de ataques hackers após março de 2020 é assustadora, afirmam especialistas em segurança

Para quem pensa que o golpe envolvendo o WhatsApp e Coca-Cola, que até pede Bitcoin é raro, muito se engana. Isso porque, de acordo com um relatório da Reuters recente aponta que o Brasil se tornou alvo de ataques hackers desde março.

Com muitos casos de ataques envolvendo ransomwares, que normalmente pedem Bitcoin, empresas do setor elétrico estão entre as preferidas. Recentemente, a Energisa e Light foram alvos de hackers, assim como a Avon, do ramo de cosméticos e Cosan, do ramo de açúcar.

Os especialistas acreditam que com mais pessoas trabalhando de casa, o fenômeno será cada vez maior. Para o especialista Marcelo Branquinho, em conversa com a Reuters, o especialista em segurança calcula que houve um aumento de 460% no número de casos durante a pandemia, entre março e junho.

Apesar de alguns casos envolverem a escolha a dedo das vítimas, outros são ataques em grande escala. As dicas para se proteger são as mesmas, como: evitar clicar em links suspeitos e acessar sites sem certificado de segurança.

Por fim, evite compartilhar links duvidosos antes de checar a informação e nunca preencha cadastros sem se certificar antes se o site é honesto e o correto.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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