Polícia prende suspeito de participar do “grupo de extermínio” do “Faraó dos Bitcoins”

Nova operação aconteceu em Paraty.

Polícia Civil do Rio de Janeiro prende suspeito de tentar matar concorrente do Faraó dos Bitcoins PC
Polícia Civil do Rio de Janeiro prende suspeito de tentar matar concorrente do Faraó dos Bitcoins /Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro agiu rápido para prender mais um suspeito ligado ao grupo de extermínio do “Faraó dos Bitcoins”. A empresa GAS Consultoria Bitcoin atuou nos últimos anos na cidade de Cabo Frio, tendo como principais líderes Glaidson Acácio dos Santos e Mirelis Zerpa, sua esposa.

Glaidson acabou ficando conhecido como “Faraó dos Bitcoins” entre os clientes, visto que ele prometia rendimentos mensais de 10% em supostas negociações dessa moeda no mercado por corretoras.

Contudo, investigações da Polícia Federal e Ministério Público revelaram que essa promessa não passava de fachada para o esquema de pirâmide financeira dessa empresa e seus líderes, que viviam uma vida de luxo.

Vale notar que o sucesso da GAS Consultoria no mercado de Cabo Frio, mesmo não sendo divulgado em redes sociais, atraiu concorrentes de pirâmide financeira para a região. Em dado momento, Glaidson teria começado a se revoltar com a concorrência que prometia mais rendimentos que ele, e acabavam levando seus clientes.

Um deles era Nilsinho, dono de uma empresa que além de prometer mais que o faraó, recrutou clientes dele. Em 2021, ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em Cabo Frio, e a polícia civil logo começou as investigações.

No mês de dezembro de 2021, o “Faraó dos Bitcoins” foi indiciado pela tentativa de assassinato do seu concorrente e as investigações hoje avançaram.

PC do Rio de Janeiro prende suspeito de grupo de extermínio do “Faraó dos Bitcoins”

Para eliminar a concorrência na Região dos Lagos, Glaidson teria contratado vários assassinos de aluguel para realizar incursões contra concorrentes. Em um relatório do MPF, a autoridade aponta que o trabalho dele era similar ao de um miliciano.

Nessa estrutura criminosa, haviam os que coordenavam as mortes e os que efetivamente cometiam os crimes contra os alvos. E um dos suspeitos de planejar, contratar e orientar os assassinos era Rodrigo Silva Moreira, que tinha como alvo Nilson Alves da Silva. O suspeito estava vivendo em Paraty, cidade litorânea do Rio de Janeiro em uma região cheia de pousadas.

Em uma troca de informações da polícia civil com a DEAM em Angra dos Reis, agentes identificaram sua presença na cidade e cumpriram um mandado de prisão contra ele na manhã desta terça-feira (18).

O cumprimento foi coordenado pela Delegada de Polícia Titular Camila Meirelles Pegorim, após informações obtidas pelo setor de inteligência.

O pedido de prisão foi emitido pelo Juízo da 2.ª Vara Criminal de Cabo Frio e foi cumprido sem danos colaterais pela polícia, visto que o homem não ofereceu nenhuma resistência ao mandado de prisão contra ele.

“O crime em questão envolvia a supremacia de empresas que exploravam supostos investimentos em BITCOINS com pagamento de juros irreais e teve grande repercussão na mídia.”

Segundo a PC do Rio de Janeiro, ele poderá ser uma peça fundamental para identificar mais elementos sobre o grupo de extermínio do “Faraó dos Bitcoins”.

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