Professor da Unicamp diz que Bitcoin é uma piada

"Vamos supor que você peça para que um grupo de mineradores com 70% do hashrate para reverter uma transação confirmada a 3 dias atrás em troca de US$ 100 milhões. Essa operação causaria aos mineradores uma perda de US$ 75 milhões em valor já ganho. Então uma manipulação assim seria lucrativa."

Moedas torcidas com símbolo de bitcoin na luz vermelha
Moedas torcidas com símbolo de bitcoin na luz vermelha

Jorge Stolfi é um nome que vem ficando conhecido nome mercado brasileiro de criptomoedas,que aos poucos está se tornando um dos principais críticos do Bitcoin por aqui, discutindo até mesmo com pessoas ao redor do mundo sobre a sua desconfiança com a maior criptomoeda do mundo. Inicialmente ele virou notícia ao falar que o Bitcoin “arrancará milhões de vidas”, agora ele disse que o Bitcoin é a “maior piada que já se passou por dinheiro.”

Stolfi, que é professor de Ciência da Computação da Unicamp, entrou em uma longa campanha de discussão contra apoiadores do Bitcoin nos últimos dois dias, com centenas de mensagens debatendo contra quem atacou seus pontos negativos em relação ao bitcoin. Até o momento da escrita desse artigo, Stolfi ainda estava discutindo contra quem discordava com ele no assunto.

Entre as muitas mensagens que ele enviou, Stolfi reforçou a sua opinião de que o Bitcoin não tem absolutamente valor nenhum a não ser o uso em atividades ilegais.

Em discussão com perfis estrangeiros, Stolfi disse, em inglês, que o Bitcoin é apenas uma grande piada.

“O Bitcoin é usado como um meio intermediário basicamente usado apenas para transações ilegais, porque não há uso alternativo para ele. Ele é uma péssima reserva de valor, já que o seu preço mudou em 10% em questão de minutos. 80% em meses e nada o impede de chegar a zero amanhã.”

Por causa disso, ele afirma que o Bitcoin nada mais é do que uma piada que tenta se passar por dinheiro real.

“Com isso, o Bitcoin é totalmente é totalmente impróprio como uma unidade de valor e é maior piada que já tentou se passar por dinheiro.”

Stolfi também disse que não confia nem um pouco nos mineradores de Bitcoin, já que seria possível suborná-los para “manipular a blockchain.”

“Vamos supor que você peça para que um grupo de mineradores com 70% do hashrate para reverter uma transação confirmada a 3 dias atrás em troca de US$ 100 milhões. Essa operação causaria aos mineradores uma perda de US$ 75 milhões em valor já ganho. Então uma manipulação assim seria lucrativa.”

Essa argumentação é complicada porque Stolfi está criando uma situação extremamente específica apenas para afirmar que não se pode confiar nos mineradores, argumentativa também conhecida como strawman. 

Defesa da inflação e crítica ao ETF do Bitcoin

Ainda em resposta às pessoas que estavam discutindo com Stolfi sobre criptomoedas, o professor da Unicamp afirmou que a adoção institucional por algumas empresas é apenas uma forma de tentar tornar o Bitcoin um “golpe mais atraente” para outros.

“Só para constar: A verdadeira motivação da Grayscale e outros promotores da ETF do Bitcoin NÃO é deixar as pessoas mais ricas. O objetivo deles é dar a imagem de legitimidade ao investimento do Bitcoin (aprovado pela SEC e negociado no NYSE!) e tornar possível para que pessoas comuns, especialmente aposentados, para colocar a sua aposentadora no esquema ponzi.”

Além disso, quando questionado sobre as moedas fiduciárias e como elas continuam perdendo valor com o tempo, Stolfi defendeu a inflação dessas moedas.

Ao falar sobre como as moedas fiduciárias são consideravelmente mais constantes. Quando um dos perfis perguntou “você quer dizer constantemente caindo?” 

“Sim! CONSTANTE perda de valor. O que é BOM”

“A inflação não pune quem poupa. Ela pune apenas aqueles que mantém seus valores em dinheiro ou contas. Eles não deveriam fazer isso, por que isso impede o propósito do dinheiro: intermediar transações comerciais”

Stolfi aparentemente se tornou um crítico do Bitcoin em tempo integral, dedicando boa parte do seu tempo no Twitter a discutir com pessoas que defendem a criptomoeda, até mesmo fixando em seu perfil uma mensagem em que compara o Bitcoin com o esquema Ponzi de Bernard Madoff.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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