Projeto prevê monitoramento e bloqueio cautelar de criptomoedas no combate à exploração sexual infantil

Atualização do Estatuto Digital da Criação e Adolescente de 2025

Surge um novo projeto de lei no Congresso Nacional para atualização do Estatuto Digital da Criança e Adolescente no Brasil de 2025, prevendo inclusive o monitoramento ativo de transações digitais e com criptomoedas por empresas do país.

Altera a Lei nº 15.211, de 17 de setembro de 2025 (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) para dispor sobre a prevenção e combate à exploração sexual infantil no ambiente digital“, diz o PL 224/2026, de autoria do deputado Coronel Assis (UNIÃO-MT), apresentado no dia 3 de fevereiro.

De acordo com o projeto, o estatuto que prevê a prevenção e combate à exploração sexual infantil no ambiente digital merece uma atualização para combate do crescente e grave problema na sociedade atual.

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Estudos nacionais e internacionais evidenciam a ampliação substancial dos crimes de abuso e exploração sexual infantil na internet. No Brasil, o relatório da SaferNet Brasil registrou 49.336 denúncias de abuso e exploração sexual infantil no ambiente digital entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2025, representando 64% de todas as notificações de crimes cibernéticos no mesmo período e um crescimento de 18,9% em relação a 2024“, justificou Assis.

Além disso, ele diz que o crime cresce em todo o mundo, com crescimento evidenciado em relatórios internacionais do ambiente cibernético.

Rastreabilidade e bloqueio cautelar de transações financeiras ligadas ao crime de exploração sexual infantil no ambiente digital

Como proposta de combate ao crime, o deputado apresentou uma proposta que prevê o sufocamento financeiro dos autores deste terrível crime, que afeta toda a sociedade.

Assim, o parlamentar quer uma rastreabilidade e monitoramento ativo de bancos e corretoras de criptomoedas que trabalham com pagamentos digitais, para bloqueios cautelares de transações.

Art. 28-C. As instituições financeiras e os provedores de serviços de pagamento deverão adotar mecanismos de rastreabilidade de transações financeiras, inclusive aquelas realizadas por meio de pagamentos instantâneos ou mediante criptoativos, destinadas a entidades, chaves ou endereços digitais comprovadamente vinculados à distribuição de material de exploração sexual de crianças e adolescentes“, indica a proposta.

Em fase inicial de apreciação, o projeto de lei ainda precisa avançar nas comissões da Câmara e contar com apoio do Senado para evoluir.

Mesmo assim, mostra interesse público brasileiro de ampliar o combate aos crimes cibernéticos envolvendo crianças e adolescentes, um tema atual, principalmente após recentes divulgações do Caso Epstein nos EUA, que expuseram um amplo esquema de exploração de menores.

Condenados por crimes de exploração sexual infantil pelas redes, inclusive, devem ficar impedidos de acessar redes socias caso a proposta avance.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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