Quem são os maiores inimigos do Bitcoin no Brasil

Procuramos identificar as pessoas que costumam atacar a tecnologia no país, veja lista abaixo.

Siga no
Homem inimigo do Bitcoin
Homem inimigo do Bitcoin

Com a alta nos preços do Bitcoin pelo mundo, a moeda digital ganhou muitos adeptos em sua tecnologia. No Brasil, alguns dos maiores inimigos da moeda digital continuam não acreditando no futuro do ativo, com ataques constantes.

Um dos maiores CEOs que acreditam no Bitcoin é Michael Saylor, fundador da MicroStrategy e um dos maiores detentores da moeda. Além disso, Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, começou a compartilhar informações sobre a criptomoeda, sendo que sua empresa comprou o ativo digital como reserva de valor e até aceita como pagamento pelos carros elétricos.

No Brasil, o movimento de comprar Bitcoin, principalmente por grandes gestores, ainda engatinha. Nesse cenário, os críticos ainda são os principais destaques do mercado.

Cofundador do BTG Pactual, André Jakurski é um dos maiores inimigos do Bitcoin no Brasil

Em meados de janeiro de 2021, o preço do Bitcoin surpreendia o mundo, após registrar uma alta de 400% em relação ao real brasileiro. O movimento, acompanhado de perto até por bancos, acabou sendo alvo de ira de alguns.

Um dos críticos a registrar sua opinião sobre a moeda foi André Jakurski, cofundador do BTG Pactual, ao lado do atual Ministro da Economia, Paulo Guedes. Na ocasião, André disse o Bitcoin não teria valor intrínseco, ou seja, não seria uma boa reserva de valor.

André ainda chegou a afirmar que as pessoas brincam com a moeda, que não conseguiria proteger investidores contra um cenário de alta inflação. Assim, André Jakurski se torna um dos principais inimigos do Bitcoin no Brasil hoje.

Jorge Stolfi, professor da Unicamp, costuma dizer que o Bitcoin é um esquema ponzi

O Bitcoin é a primeira criptomoeda da internet com funcionamento descentralizado. Ou seja, não há um ponto central de controle da tecnologia, que tem seus preços negociados pelo próprio mercado.

Para Jorge Stolfi, professor de computação de Unicamp, uma das maiores universidades do Brasil, o Bitcoin não passa de um esquema de pirâmide financeira.

Em 2016, por exemplo, Jorge enviou uma carta para a CVM dos EUA, a SEC, pedindo que um ETF de Bitcoin não fosse aprovado. Em sua opinião, seria um risco uma aprovação de um instrumento financeiro nos Estados Unidos, que poderia inspirar outros países a fazer o mesmo.

Em janeiro de 2021, contudo, Jorge dedicou seus esforços para escrever um texto sobre o Bitcoin ser um esquema ponzi. Essa frequente prática de atacar a moeda, chamando o Bitcoin de fraude, torna Jorge um dos principais críticos brasileiros.

Criador do Fundo Versa, Luiz Fernando Alves Júnior não acredita na livre oferta e demanda do Bitcoin

O preço do Bitcoin é definido pela lei da oferta e procura, principalmente em corretoras. Contudo, nem todos acreditam que esse movimento é legítimo, sendo Luiz Fernando Alves Júnior um dos principais críticos das oscilações de alta do Bitcoin.

No final de 2020, por exemplo, Luiz Fernando criticou a forte alta nos preços da moeda. Na ocasião, o criador do Fundo Versa, de investimentos tradicionais, chamou a alta do Bitcoin de ideológica, não de livre mercado.

Apesar de ter apagado uma postagem no Twitter, a página Bitcoin Meme acabou registrando o relato de Luiz Fernando, agora eternizado como uma das maiores críticas à moeda digital no Brasil.

No entanto, essa não foi a única crítica de Luiz Fernando ao Bitcoin. O fundador do Fundo Versa é um gestor conhecido no mercado tradicional de investimentos brasileiro, mas não confia ainda no Bitcoin.

Fundador da Suno, Thiago Reis não gosta de investir diretamente no Bitcoin

Nos últimos meses, Thiago Reis foi uma das figuras mais importantes no Brasil a combater pirâmides financeiras de criptomoedas. Ele ajudou a denunciar grandes golpes, sendo a Midas Trend um dos principais a cair após denúncias do famoso analista de mercado financeiro.

No entanto, Reis não acredita ser interessante investir em Bitcoin. Ele também não acredita no investimento em ouro, que são ativos que não geram caixa, em sua opinião, compartilhada por Warren Buffet.

Mesmo assim, Thiago Reis compartilhou no Twitter que investir em ETF de Bitcoin, como os que estão sendo lançados, pode ser a mesma coisa que comprar Bitcoin. Ele confessou ainda que não investe em criptomoedas, mas poderia fazer o movimento agora.

Ainda um inimigo do investimento no Bitcoin, o analista começa a mostrar sinais de interesse no mercado.

Samy Dana

Sem sombra de duvidas, Samy Dana é considerado hoje o maior inimigo do Bitcoin no Brasil. Samy, além de não gostar da moeda digital, também não é muito fã dos investidores da criptomoeda, o qual ele já apelidou de “bitminions”.

Samy é conhecido nos grupos de Bitcoin por não falar nada em relação a moeda digital quando ela está em alta, mas dar “piti” quando o ativo cai, com a famosa frase: “Eu avisei”.

Samy critica o ativo digital desde 2014, já tendo dado dicas para seus seguidores de “evitar” o Bitcoin quando o ativo era avaliado em apenas 1400 dólares. De lá pra cá a criptomoeda valorizou mais de 18.000%.

Veja algumas das afirmações do renomado economista:

  • 2015: “Minha dica é: evite isso. Você pode ganhar muito, mas o risco não vale a pena”.
  • 2017: “Eu não recomendo. Tem um risco, uma oscilação muito grande e o retorno acaba não compensando.”
  • 2017: “Parece se encaixar em todos os critérios de uma bolha. […] Se a bolha estourar, não diga que não sabia do risco.”
  • 2019: “Acho que o risco não compensa, ainda mais que no Brasil tem outros instrumentos que pagam relativamente bem.”
  • 2020: “Não é resistente contra crises”.

Por fim, conheça os brasileiros arrependidos e ex-inimigos do Bitcoin

Em propagandas pelo YouTube, “Meu nome é Bettina“, chamou a atenção de muitos no Brasil. A moça que teria ganhado R$ 1 milhão com seus investimentos junto à Empiricus ganhou fama instantânea, mas não na comunidade Bitcoin.

No início de suas aparições, Bettina Rudolph criticava investimentos em criptomoedas, chegando a chamar de irresponsável quem investia mais que 3% de seu portfólio neste setor. Hoje, Bettina não costuma comentar sobre o Bitcoin, mas chegou a recomendar algumas criptomoedas para seus seguidores.

Samy Dana, apesar de ser considerado inimigo do Bitcoin, aparentemente está recuando da posição de crítico, mas sem admitir que errou no passado. Analista de investimentos, com participação até em programas da Globo, Samy fez uma propaganda de um fundo de investimentos em Bitcoin nos últimos dias, lançado pela Hashdex.

Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
LGPD no Brasil blockchain

LGPDJus: Aplicativo para requisições sobre proteção de dados usa blockchain

Na próxima sexta-feira (30), o Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC) lançará um novo aplicativo para a população do estado. Chamado de LGPDJus, a...
MasterCard e Bitcoin criptomoeda blockchain

Mastercard vai acelerar startups de criptomoedas em novo programa

As startups que empreendem no setor de criptomoedas e blockchain poderão encontrar na Mastercard mais uma parceira de aceleração. O programa da empresa foi...

Goldman Sachs pede à SEC para criar ETF “DeFi”, mas não tem token DeFi

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos EUA e um nome reconhecido em todo o mundo, continua apostando em aventuras no criptomercado, dessa...

Cotação do Bitcoin por TradingView

Últimas notícias